O impacto ambiental dos funerais (com INFOGRAFIA)

Fala-se, frequentemente, da pegada ecológica e das análises ao ciclo de vida no que toca à sustentabilidade. Mas o que acontece à sustentabilidade depois da morte? Existe a máxima de que a morte é um ciclo onde o corpo, o carbono e a essência de uma pessoa regressam à terra. Porém, o que esta máxima não considera é o impacto ambiental deste regresso, literal, à terra.

Na busca por alternativas mais sustentáveis para os funerais convencionais, o Qeepr descobriu números surpreendentes sobre o impacto ambiental causado pelas cerimónias fúnebres dos seres humanos. Estes números deram origem a uma infografia que permite ilustrar melhor o impacto.

De acordo com os dados recolhidos, a indústria funerária mundial utiliza anualmente cerca de seis mil milhões de toneladas de cimento, mais de três milhões de litros de formaldeído e madeira que equivale a 1,6 milhões de hectares de floresta, o que daria para construir 4,6 milhões de habitações.

Porém, se perante estes números a cremação pode parecer uma alternativa mais sustentável, desengane-se. A energia utilizada para a cremação durante um ano daria para percorrer 7.720 quilómetros.

Já existem algumas alternativas mais verdes aos funerais convencionais. Pode utilizar uma planta ou rocha natural como lápide. Optar por um combustível orgânico e não tóxico ou escolher um caixão biodegradável. Saiba por que razão os funerais verdes estão a aumentar nos Estados Unidos e fique com a infografia do impacto dos funerais no ambiente.

Foto: Michael Scheltgen / Creative Commons

Green-Burial-infographics

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1 comment

  1. Árvore da Paz

    Essa pergunta fez-me rir. Os caixões são feitos de madeira e esta é biodegradável. O problema está nos vernizes, tecidos e pegas metálicas, esses materiais não são inertes e vão libertando químicos ao longo do tempo. Além disso, a madeira utilizada nem sempre é a que se decompõe mais rapidamente.

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