O plástico biodegradável made in Portugal que está a revolucionar a agricultura (com VÍDEO)

Se gosta de ler notícias ligadas à sustentabilidade agrícola, em Portugal, certamente que já ouviu falar no agrobiofilm, um plástico que, em vez de ser feito com petróleo, é feito com amido de milho e outros óleos vegetais.

“É um plástico… ou melhor, não podemos considerar que é um plástico”, começa por dizer Carlos Rodrigues, da Silvex, empresa que faz parte do consórcio que investigou o material.

“Plástico é o de polietileno. O agrobiofilm é um polímero biodegradável. É parecido com o plástico, tem as mesmas características mecânicas do plástico, cumpre as mesmas funções do plástico… de polietileno, pode ser aplicado no solo com as mesmas alfaias do que o polietileno mas é feita de fontes renováveis e não de petróleo”.

No final do ciclo da cultura, o agrobiofilm pode ser enterrado e assimilado pelos microrganismos.

O projecto levou três anos a ser preparado e incluiu o trabalho de quatro universidades. “Com esta [complexidade] é o único no mundo”, explica Carlos Rodrigues.

Com um período de vida muito curto, o agrobiofilm permite uma colheita mecânica quase sem riscos de aparecerem materiais estranhos junto dos vegetais. No caso da Monliz, que utiliza o agrobiofilm, junto do pimento. “Temos uma produção de boa qualidade, tal como o polietileno, mas com factores de produção mais amigos do ambiente”, explica Tiago Santos, da Monliz.

Por outras palavras: o polietileno tradicional, como não é biodegradável, obriga o agricultor, no final da campanha, a ir ao campo retirá-lo, com a mão-de-obra e custos acrescidos. Com o agrobiofilm, esta necessidade acabou.

Veja o episódio 124 do Economia Verde.

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