Os habitantes da Ilha da Páscoa bebiam água do mar (e já existe explicação)



Segundo relatos dos europeus no século XVIII, os habitantes da Ilha da Páscoa bebiam água diretamente do mar – algo que os cavalos na região ainda fazem. Esta situação foi questionada durante tempos pela comunidade científica, dado existirem apenas três lagos de crateras na ilha.

Uma investigação da Universidade de Binghamton encontrou a resposta para este mistério: a água da chuva infiltra-se nas rochas, alimentando um aquífero subterrâneo, que mais tarde chegava à costa. A equipa recorreu a drones para captar imagens de alta resolução, através da quais puderam observar e estudar melhor as infiltrações.

“Em alguns desses locais na costa, há tanta água a sair que esta é basicamente doce. É um pouco salgada, mas não insuportavelmente salgada”, explica Robert DiNapoli, um dos autores do estudo.

De acordo com o estudo, o povo de Rapa Nui – nome dado pelos locais à ilha – não só recolhia a água da chuva, como também construía poços para intercetar a água e impedir que chegasse ao mar, e construía um género de barragens subaquáticas para evitar a mistura das duas águas.

“Mais uma vez, é um exemplo interessante de como as pessoas estavam a responder às restrições da ilha. Eles depararam-se com um lugar muito difícil onde viver e criaram essas estratégias interessantes de sobrevivência”, refere o especialista.

Ao analisarem a resposta destes aquíferos a períodos de seca, os investigadores descobriram também que estas infiltrações são bastante resistentes, e são umas das últimas fontes de água que restam na ilha.



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