Os três poderes ecológicos da urina

Não será dos temas mais agradáveis de falar, mas a verdade é que a urina tem poderes ecológicos muitas vezes ignorados. A revista brasileira Exame publicou três desses “superpoderes”, destacando também a capacidade da urina como energia renovável, possibilitando, por exemplo, o carregamento de gadgets ou computadores.

Descubra alguns dos poderes.

Urina electrizante

Em 2010, investigadores da Universidade de Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, desenvolveram um protótipo de célula combustível que pode produzir energia a partir da urina. Sem gerar nenhum subproduto poluente, o protótipo é capaz de converter energia química contida na ureia em electricidade e água, que também poderia ser reutilizada.

Assim, a urina pode poderia ser aproveitada para produzir electricidade em submarinos e em povoações isoladas, no meio de desertos, por exemplo. Os testes iniciais mostraram resultados positivos, que produziram pequenas quantidades de energia, apontando um potencial promissor.

Irrigar a horta

A urina humana é uma das fontes mas ricas de nitrogénio, fósforo e potássio para plantas, e a sua assimilação é perfeita. Após testar o uso do xixi numa plantação, investigadores finlandeses constataram que ele é um óptimo fertilizante orgânico, sem contar que é abundante e barato.

No estudo, publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, foi avaliado o crescimento de duas plantações de repolho, sendo que apenas uma recebeu urina. A plantação adubada de maneira natural tinha repolhos levemente maiores que a outra, fertilizada com métodos tradicionais.

Neutralizador de CO2

Um estudo publicado este mês sugere a urina como um reagente capaz de capturar gases de efeito estufa, como o CO2. O autor do estudo, o professor Manuel Jiménez Aguilar, do Instituto de Investigación y Formación Agraria y Pesquera de Andalucía, diz que a ureia presente no líquido se decompõe à temperatura ambiente produzindo, entre outras substâncias, o amoníaco, o qual pode juntar-se em solução ao CO2 para formar bicarbonato de amónio.

Segundo o pesquisador, a porção feita a partir de urina será capaz de alcançar uma redução de 1% das emissões globais por ano. O próximo passo é criar protótipos para acoplar ao escape de carros e chaminés de fábricas.

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