Painéis solares no Sahara podem desencadear revolução verde

Há muito que se discute a possibilidade de instalar centrais fotovoltaicas e aerogeradores no deserto do Sahara. Até agora, as justificações prendiam-se com a enorme exposição solar, que tem o potencial de satisfazer as necessidades mundiais de energia. Por outro lado, ao contrário de outras zonas do globo, não seria difícil encontrar terrenos disponíveis para instalar as unidades de produção energética.

Um novo estudo, todavia, veio dar conta de mais um benefício em potencial: o aumento da pluviosidade, o que permitiria um renascimento verde do deserto.

O estudo indica que instalar painéis solares e turbinas de vento em grande quantidade no deserto iria diminuir as temperaturas locais e aumentar para o dobro as probabilidades de chuva. Como consequência, nasceria mas vegetação, o que traria ainda mais sombra e descidas nas temperaturas, aumentando também a evaporação, possibilidade de chuva e reforçaria este ciclo.

A ONU Ambiente diz que o maior obstáculo a um projeto desta escala seria político as também logístico – como substituir centenas de painéis solares defeituosos por dia?

“Com o mundo a ficar muito aquém de conseguir atingir até os mais modestos dos objetivos ambientais definidos pelo Acordo de Paris, a nossa melhor esperança de prevenir mudanças climáticas onde não haverá nada que possamos fazer é ter objetivos ambiciosos sustentados por uma ciência rigorosa e vontade política”, disse Niklas Hagelberg, especialista em mudanças climáticas da ONU.

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