Países africanos querem restaurar 100 milhões de hectares de floresta até 2030



Intitulada Iniciativa de Restauração Africana (AFR100), o projecto visa fazer voltar as grandes florestas do continente, permitindo a absorção de dióxido de carbono, um dos factores da alteração climática em curso, e dando qualidade de vida e trabalho nos meios rurais.

Entre os doadores figuram a União Africana (UA), Alemanha, e o Instituto de Recursos Mundiais (WRI), uma organização não-governamental e sem fins lucrativos norte-americana. Para já, aderiram 30 países, entre os quais a Etiópia, Libéria, Madagáscar, Malawi, Níger, Quénia, RD Congo, Ruanda, Togo e Uganda.

“A escala deste novo comprometimento na restauração não tem precedentes”, afirmou Wanjira Mathai, co-presidente do Movimento da Cintura Verde, instituição que combate a desertificação e a degradação das florestas em África, e filha do fundador, o laureado com o Prémio Nobel da Paz Wangari Mathai.

“Já vi restaurações de florestas em pequenas e em grandes comunidades em toda a África, mas a promessa de um movimento que incluirá todo o continente é verdadeiramente inspirador. Restaurar a paisagem vai melhorar e enriquecer as comunidades rurais e trará benefícios para os que vivem nas cidades. Todos ganham”, acrescentou Wanjira Mathai.



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