Portugal: maior aterro clandestino de resíduos industriais perigosos vai ser encerrado

As 100 mil toneladas de resíduos industriais perigosos que foram colocadas, há dez anos, em São Pedro da Cova, vão ser removidas. Mas a luta da população de Gondomar não fica por aqui.

Green Savers

Está tudo pronto para ser lançado o concurso público de limpeza das 100 mil toneladas de resíduos industriais perigosos que foram removidos da Siderurgia Nacional, na Maia, e mais tarde depositados nas antigas minas de São Pedro da Cova, em Gondomar.

A notícia foi confirmada à rádio TSF pelo secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo.

Em declarações à mesma rádio, porém, o presidente da Junta Freguesia de São Pedro da Cova, Daniel Vieira, disse estar cauteloso com esta notícia, uma vez que outras promessas já foram quebradas.

“Valeu a pena, dez anos depois de os resíduos terem sido depositados em São Pedro da Cova, encetar toda a luta pela sua remoção. Uma luta que começa agora a dar frutos. No entanto, há aspectos que ainda merecem a nossa preocupação”, garantiu o responsável.

Em comunicado, a Junta de Freguesia de São Pedro da Cova exigiu a responsabilização judicial de quem autorizou esta deposição de resíduos perigosos nas antigas minas da localidade. “[A população tem de ser compensada] por esta malfeitoria imerecida, e a efectiva remoção dos resíduos perigosos, bem como a análise e monitorização das águas subterrâneas”, explicou a junta.

No domingo, a CCDR-N anunciou que esperava a abertura de uma linha de financiamento comunitário para começar a retirar as cerca de 100 mil toneladas de resíduos perigoso depositadas nas antigas minas de São Pedro da Cova.

Foto: Jornal de Notícias

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