Portugal teve um inverno “extremamente quente e seco”, alerta o IPMA

Não é novidade que o clima tem vindo a sofrer alterações ao longo do tempo, perturbando o dia a dia de muitos trabalhadores que vivem da agricultura e dificultando a previsão meteorológica. O esperado inverno de Portugal, com muito frio e chuva, já não é o que foi outrora. 

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) demonstrou no mais recente boletim climatológico que o inverno de 2019-2020 foi “extremamente quente e seco”.

Assim, foi o segundo inverno mais quente desde 1931, com um valor médio da temperatura do ar de 11ºC, uma anomalia de +1.47 face ao valor normal, algo que só não ultrapassou o inverno de 1990 em que se registou uma anomalia de +1.60.

 Outros valores como o valor médio da temperatura máxima (15.67°C) e da temperatura mínima do ar (6.33°C), foram igualmente superiores ao normal. A cidade da Lousã foi a que registou maior temperatura máxima, com 26.9 °C no passado dia 23 de fevereiro.

O mês de Fevereiro foi então, dentro dos três meses, o mais quente e com maior valor de temperatura máxima desde 1931.

Quanto à precipitação, os valores foram no geral inferiores ao usual, realçando a zona do Baixo Alentejo e do Algarve com valores inferiores a 50% face ao que é comum, sendo Faro a cidade que registou o menor valor de quantidade de precipitação (78.7 mm).

De igual forma, foi observada uma situação de seca nas regiões a Sul do Tejo, destacando as zonas do Baixo Alentejo e do Algarve em que os níveis se foram intensificando até ao fim do mês de fevereiro. Efetivamente, comprova-se através do índice PDSI (Palmer Drought Severity Index) uma percentagem de 19.2% seca severa e 7.3% de seca extrema no território, considerando estar apenas 37.5 % em estado ‘normal’.

As alterações climáticas têm vindo a prejudicar os recursos hídricos do país, pondo em causa nomeadamente a disponibilidade de água para consumo e de uso agrícola.

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