Praias em Hong Kong interditas após derrame de óleo de palma

Actualmente, são treze as praias interditadas em Hong Kong devido a um derrame de óleo de palma, provocado pela colisão entre dois navios, no estuário do Rio das Pérolas, no sul da China, na quinta-feira passada.

De acordo com o noticiado pelo jornal “South China Morning Post“, depois de inspeccionar o progresso dos trabalhos de limpeza na ilha de Lama, o subsecretário para o Ambiente, Tse Chin-wan, disse que a colisão ocorreu a “algumas dezenas de quilómetros” a sudoeste de Hong Kong e que um recipiente de um navio de carga foi perfurado, levando à fuga de cerca de 1.000 toneladas de óleo de palma de um total de nove mil toneladas.

Apesar de o incidente ter acontecido quinta-feira, a cidade só foi alertada no sábado mas, segundo as autoridades, não foi tarde demais, pois o mecanismo de notificação em vigor entre Hong Kong, Macau e Guangdong só exige que uma das partes dê o alerta se for expectável que o derrame possa afectar o meio ambiente ou outra jurisdição.

À semelhança de Tse, o vice-director da protecção ambiental desvalorizou as 48 horas que passaram entre o derrame e o alerta dado pelas autoridades do interior da China, dizendo que isso era “um não problema” e que tinham “procurado as respostas adequadas”.

Entretanto, toda a costa foi salpicada com pedaços brancos e gelatinosos de óleo cristalizado de cheiro rançoso. O governo de Hong Kong afirma já ter recolhido mais de 50 toneladas destes detritos e Guangdong diz terem limpo 38 toneladas de óleo de palma entre Sábado e Segunda-feira, mas muito mais está a dar às costas do sudoeste da cidade e agora a espalhar-se para leste. 

De acordo com as autoridades locais, a equipe limpa as praias usando tiras absorventes para evitar a dispersão do óleo e também receberam ordem para limpar a água. Em comunicado, os serviços governamentais disseram que o óleo de palma é “inofensivo ao corpo humano”, mas grupos ambientalistas já vieram a público dizer que temem um impacto sobre a vida selvagem e acusam o governo de não ter feito a mobilização necessária para estancar a fuga.

“Podemos não ver pássaros cobertos de óleo preto, mas o óleo de palma é perigoso para a vida selvagem e atrai bactérias”, observa Gary Stokes da ONG internacional Sea Shepherd, focada na conservação do mar e dos seres marinhos. Citado pela agência noticiosa AFP, Stokes diz que o óleo pode privar de oxigénio a fauna e a flora subaquática.

Foto: Creative Commons

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