Preservativos vegan: uma alternativa natural com impacto positivo no ambiente

Apesar dos preservativos tradicionais serem feitos de látex – uma borracha totalmente natural – a maior parte deles utilizam também proteínas animais como a caseína, o que os torna não veganos.

A caseína é uma proteína extraída do leite de cabra ou vaca e é utilizada para amolecer o látex e torná-lo mais confortável de usar.

Como a proteína é retirada diretamente de um mamífero, não é considerada vegana. Os preservativos regulares também são testados em animais, pois são um dispositivo médico e devem passar por ‘testes rigorosos’ para serem certificados.

Existem no mercado ainda alguns preservativos feitos de pele de cordeiro – conhecidos como preservativos naturais. E muitos preservativos padrão são lubrificados para facilitar a utilização e são feitos de uma enzima chamada lactoperoxidase, derivada de lacticínios ou cera de abelha, uma substância derivada de abelhas.

Preservativos comuns e o ambiente

Por norma os preservativos vão parar a aterros. Isto, porque apesar do látex ser biodegradável, os aditivos utilizados impedem que os preservativos se degradem e, consequentemente, acabam em pilhas de lixo comum.

Adicionalmente, alguns preservativos são feitos de poliuretano, que é um tipo de plástico, tornando-o também não biodegradável.

Por último, os produtos químicos que são utilizados ​​para fabricar preservativos convencionais e lubrificantes, como benzocaína e lidocaína (anestésicos locais), glicerina (um humectante), corantes e fragrâncias não são puros ou orgânicos.

Se procura uma vida sexual mais natural os preservativos comuns não serão a sua escolha.

Sendo os preservativos típicos não veganos, não biodegradáveis ​​e cheios de produtos químicos, como pode ter uma vida sexual sustentável e mais natural?

A resposta pode estar nos preservativos veganos, feitos a partir de látex natural biodegradável derivado da seringueira, os preservativos veganos não contêm produtos ou subprodutos de animais e estão livres dos produtos químicos mencionados anteriormente, com alguns utilizando produtos químicos ou alternativas veganas.

Em vez de caseína, os preservativos veganos utilizam substitutos à base de plantas, como o extrato de cardo, para amolecer a borracha, e muitos também são livres de crueldade animal, o que significa que nenhum animal foi prejudicado durante o processo de fabricação.

E, em vez de lubrificantes feitos a partir de produtos de origem animal, os preservativos veganos contêm um lubrificante à base de água que é livre de parabenos.

Para garantir que compra o contraceptivo certo, todos os preservativos veganos vêm com um logotipo certificado no rótulo como 100% vegano e livre de crueldade por empresas como PETA, The Vegan Society ou The Vegan Action Foundation.

Muitos preservativos veganos também são certificados como Comércio Justo, o que significa que a borracha utilizada era de origem ética e é certificada como não OGM, o que significa que não são geneticamente modificados.

Além das principais vantagens mencionadas acima, quando utilizados ​​corretamente, também são 98% eficazes na prevenção da gravidez e DSTs – assim como os preservativos comuns.

Uma desvantagem destes preservativos veganos é o preço. Sendo relativamente novos significa que os seus preços são bastante altos em comparação com os comuns. Mas, à medida que o estilo de vida vegano aumenta lentamente, a procura também pode aumentar , o que, por sua vez, diminuiria os seus preços.

Portanto, em geral, os preservativos veganos parecem uma ótima maneira de ter um efeito positivo no meio ambiente, no seu corpo e na sua vida sexual.



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