Próximo desafio espacial é uma base na lua



A construção de uma base na Lua faz parte dos planos da União Europeia, dos Estados Unidos e da China. Todos projetos diferentes e concorrentes entre si. Mas, se tudo correr bem e adotarmos o modelo de gestão da Antártica, as várias nações do mundo irão cooperar na aventura espacial. É que, com a aprendizagem a realizar na Lua, seguir-se-á um desafio ainda maior: a presença permanente de equipas científicas em Marte.

Pedro Machado, investigador do IA – Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e um dos mais prestigiados astrofísicos portugueses, iniciou a sua carreira investigando Vénus, o gêmeo “diabólico” da Terra. Apesar da distância próxima e da massa idêntica, Vénus apresenta condições bem diferentes do nosso planeta azul: a temperatura à superfície atinge os 460 graus celsius, a atmosfera está repleta de dióxido de carbono e as nuvens são de ácido sulfúrico.

Descobrir os segredos dos ventos que percorrem a atmosfera de Vénus e, mais recentemente, confirmar a existência de vestígios de fosfina – que podem indiciar vida microscópia – têm sido algumas das suas prioridades. Além, claro, de continuar a dedicar-se ao estudo dos exoplanetas, na missão espacial Ariel.
Para Pedro Machado, continua a ser uma incógnita saber se estamos sozinhos no Universo. Mas o investigador tem uma certeza: se fizermos tudo aquilo que se impõe na preservação do nosso planeta, então certamente que – um dia – a vida brotará noutros planetas. Levados por naves humanas.

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