Psiconeuroimunologia: escrever sobre traumas ajuda a curar o corpo

Em 1986, o professor de psicologia James Pennebaker, da Universidade do Texas, pediu a estudantes que passassem 15 minutos a escrever sobre o maior trauma de suas vidas ou sobre o momento mais difícil que viveram. A ideia era que durante quatro dias consecutivos soltassem os seus pensamentos mais profundos, mesmo que nunca os tivessem partilhado com ninguém. Enquanto isso, um grupo de controle passou o mesmo número de sessões a escrever sobre temas neutros, como uma árvore ou seus quartos.

Pennebaker passou seis meses a monitorizar a frequência com que os estudantes iam ao médico, concluindo que os estudantes que escreveram sobre seus sentimentos secretos foram muitas vezes menos ao médico nos meses seguintes.

A história é relatada numa reportagem publicada recentemente na BBC Future para explicar que, desde então, a área da psiconeuroimunologia tem explorado a ligação entre o que agora é conhecido como “escrita expressiva” e o funcionamento do sistema imune. Os estudos seguintes examinaram o efeito dessa escrita dos sentimentos em tudo, de asma e artrite até cancro da mama, sendo que há uma área em que os resultados são mais consistentes: a da cura de ferimentos.

Foto: Creative Commons

 

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