Quais são as consequências das barragens na região do Douro?



As grandes barragens do Douro começaram a ser construídas nos anos 50 em Portugal. Atualmente, estão a ser finalizadas as do Sistema Eletroprodutor do Tâmega.

Um estudo recente do GEOTA, em parceria com outras entidades portuguesas, identificou a existência de numerosas barreiras na bacia hidrográfica e avaliou os seus impactos nos ecossistemas e na biodiversidade.

Foram detetadas mais de 1200 barreiras, constituídas por grandes barragens, mini hídricas e açudes. Os problemas decorrentes destas infraestruturas, embora variem na sua escala, estão relacionados com:

  • Alteração do regime do rio de lótico (águas correntes) para lêntico (águas paradas);
  • A quebra de conetividade, que afeta a biodiversidade ao criar obstáculos às espécies;
  • A eutrofização, que provoca a perda de qualidade da água e que pode levar a emissões de metano, um gás com efeito de estufa;
  • A retenção de sedimentos que iriam alimentar as praias e que levam à erosão da orla costeira;
  • A degradação da vegetação nas margens;
  • A perda de capacidade ecológica.

Na referida investigação foram propostas várias soluções, entre elas demarcar áreas prioritárias de conservação e a recuperação dos habitats nas zonas ribeirinhas.

Outro exemplo para mitigar a perda de conetividade é o projeto português Passagem Para Peixes do Açude-Ponte de Coimbra, que consiste num canal artificial que facilita a passagem das espécies.



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