Quarto de soldado morto na Primeira Guerra Mundial está intacto há 100 anos (com FOTOS)

Esta notícia pouco ou nada está relacionada com sustentabilidade, mas é a prova de que, por vezes, temos a sensação de que a humanidade pode ser realmente melhor, um dia.

O quarto de Hubert Rochereau, um soldado francês morto durante a Primeira Guerra Mundial, permanece igual ao dia em que este jovem deixou a sua casa em Belabre, no centro do país, para combater na Bélgica, em 1918.

Quando receberam a notícia da morte do filho, os pais de Hubert mantiveram o quarto intocado, como homenagem à coragem do filho. Em 1936, quando venderam finalmente a casa, eles estipularam que o quarto não deveria ser mudado nos próximos 500 anos.

A cláusula não tem base legal, mas está a ser cumprida pela família Fabre, que ocupa a casa desde os anos 30. “A cláusula não tem base legal, mas acreditamos que o quarto não deve ser alterado. Se vendermos a casa, vamos procurar outro proprietário que respeite a memória de Hubert Rochereau e mantenha este pedaço de museu intacto”, explicou Daniel Fabre, o actual proprietário, ao Nouvelle Republique.

O uniforme de Hubert, já quase todo comido pelas traças, continua pendurado no guarda-vestidos, e as fotos dos antepassados permanecem ao lado do seu maço de cigarros.

Hubert foi um dos 580.000 soldados que morreram na frente ocidental na guerra de 14-18. Mais de 70 milhões de soldados foram mobilizados para a guerra, que vitimou cerca de nove milhões de pessoas.

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