Quem vai juntar a sustentabilidade às resoluções de Ano Novo?



Por: Luísa Vasconcelos e Sousa, Country Manager da Swappie

Ter uma alimentação saudável, fazer mais exercício físico, deixar de fumar, caminhar pelo menos dez mil passos, viajar mais ou ligar mais vezes à família são parte comum das infames “resoluções” de Ano Novo: hábitos que queremos implementar nas nossas vidas e, em janeiro, é o momento certo para começar. Mas onde ficam as preocupações com o ambiente entre este rol de objetivos? Aproveitemos este momento para adotar hábitos sustentáveis e termos um 2024 mais “verde”.

Embora metade dos portugueses já compre em 2ª mão precisamente pelo fator de sustentabilidade destas opções, segundo um estudo da Kantar em 2023, ainda há um longo caminho a percorrer para mudarmos o impacto do nosso consumo no mundo. A verdade é que cada compra envolve uma pegada verde por vezes pouco visível, mas com grande impacto ambiental. Desde a extração de matérias-primas à entrega do produto, passando por toda a produção e distribuição, a cadeia de valor dos nossos móveis, da nossa roupa, dos nossos livros e da nossa tecnologia deixa também uma marca indelével no ambiente – por exemplo, até 2030 o E-Waste Monitor das Nações Unidas estima que haverão no mundo cerca de 75 mil toneladas de lixo eletrónico (o que equivale ao peso de cerca de 330 navios cruzeiro).

Por isso mesmo, é essencial continuar a investir de forma ativa na informação e educação ambiental. Por um lado, as marcas devem procurar otimizar os seus processos e materiais para reduzir esta pegada carbónica; por outro, os consumidores devem pesquisar opções de produtos mais sustentáveis e adotar hábitos mais “amigos do ambiente”.

A compra consciente é, claro, um passo essencial neste caminho. Pesquisar e comparar produtos é importante para garantir que o que se compra responde precisamente às necessidades, aumentando assim o seu tempo de uso e reduzindo a necessidade de trocar por algo que faça mais “fit”. Mas não ficamos por aqui. Outro hábito sustentável igualmente importante está na forma como cuidamos utilizamos os nossos produtos. Seguir instruções, ter cuidado no uso ou até tratar de pequenas reparações é essencial para prolongar a vida útil dos nossos produtos e assim reduzir o lixo e desperdício.

Com o tempo, é normal que os produtos se desgastem, se estraguem ou até deixem de ser usados. Nesse momento, é essencial considerar as opções para reciclar, descartar de forma correta ou até vender e dar nova vida aos objetos, evitando não só a poluição que causam em aterros mas também estendendo a sua vida (e ganhando algum dinheiro de volta). O upcycling de produtos, que são transformados e adquirem um uso diferente do original, é uma prática amiga do ambiente, assim como a entrega de tecnologia que pode ser reciclada e recondicionada, permitindo dar uso a componentes e aparelhos que ainda estão em bom estado e que funcionam como novos.

No momento de trocar para novos produtos, inicia-se novamente o ciclo e cada consumidor é chamado a decidir de forma consciente. Livros, roupa, móveis, telemóveis são alguns dos bens que, hoje, podemos encontrar com grande variedade, em ótimo estado, de qualidade e com preços acessíveis.

Cabe a cada um de nós zelar pela saúde do planeta e os nossos hábitos de consumo são fundamentais para alcançarmos um equilíbrio nas nossas compras. Façamos de 2024 o ano em que as nossas resoluções pessoais estão, também, orientadas para uma vida mais sustentável.

 





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