Quénia: Seca matou centenas de elefantes, zebras e gnus em apenas oito meses



Entre fevereiro e outubro deste ano, 512 gnus, mais de 400 zebras, 205 elefantes, 51 búfalos e 12 girafas morreram no Quénia devido à pior seca dos últimos 40 anos que assola os países da África oriental.

Estima-se que, desse total, 49 zebras-de-grevy (Equus grevyi), uma espécie em perigo de extinção, tenham morrido em apenas três devido à falta de água, uma perda de cerca de 2% da população mundial, que, de acordo com números da African Wildlife Foudation, de cifra hoje nos dois mil adultos.

O anúncio foi feito esta sexta-feira, na capital Nairobi, pela ministra queniana para o Turismo, Vida Selvagem e Património, Peninah Malonza, no âmbito da apresentação do relatório “O impacto da atual seca na vida selvagem no Quénia”, um trabalho que o governo do país considera ser “fundamental” para compreender futuras perdas ou a estagnação das populações de animais selvagens no território.

O documento indica que “a precipitação nas áreas áridas do país falhou completamente” nas últimas duas épocas das chuvas, entre outubro e dezembro de 2021 e entre março de maio de 2022, o que “resultou na atual seca que se vive nas paisagens de savana” e no aumento da taxa de mortalidade de animais selvagens e de gado, “maioritariamente entre as espécies herbívoras”.

Malonza apontou que as mortes dos animais selvagens se deveram à escassez de fontes de alimento de qualidade, bem como à falta de água para beberem. Salienta também que uma porção das populações selvagens que desapareceram dos parques nacionais provavelmente terão migrado para outras zonas com melhores condições.

A ministra adiantou que o governo queniano tem tomado medidas para tentar combater a perda de vida selvagem devido à seca, através, por exemplo, da disponibilização de feno aos parques nacionais, do fornecimento de água por camiões-cisterna e do reforço da vigilância fora das áreas protegidas “para reduzir conflitos entre humanos e a vida selvagem”.



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