Recolha seletiva de biorresíduos vai chegar a mais de 30% dos setubalenses e azeitonenses até final do ano



Transformar o paradigma dos resíduos urbanos em Setúbal é o grande propósito do projeto de recolha seletiva de biorresíduos iniciado em 2021, então como projeto piloto, e que se encontra em fase de alargamento no município.

“O principal contentor de resíduos tem de passar a ser o castanho. É nesta transformação que estamos a trabalhar com a população, com as Juntas de Freguesia, com o setor da Restauração e outros parceiros”, explica Carlos Rabaçal, presidente do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Setúbal (SMS), citado em comunicado.

A nota avança que, até ao fim de setembro mais de 14 mil famílias setubalenses tinham aderido ao projeto  Setúbal Composto Tem + Valor, permitindo a recolha seletiva de mais de 9 mil toneladas de biorresíduos que foram, assim, encaminhadas para a compostagem. Contas feitas, as emissões evitadas são da ordem das 5400 toneladas de CO2, se estes resíduos tivessem como destino o aterro.

O projeto desdobra-se em duas modalidades de recolha distintas: porta-a-porta (PaP), para as zonas de moradias, e recolha de proximidade em contentores coletivos de acesso limitado aos aderentes do projeto, nas zonas mais urbanas do concelho. A adesão dos munícipes tem sido feita de forma progressiva, mas os SMS estão a reforçar a sensibilização e a entrega dos contentores domésticos em ambas as modalidades do projeto.

Até ao final do ano cerca de 32 % dos setubalenses e azeitonenses estarão abrangidos por este tipo de recolha no segmento doméstico, dos quais 47% com recolha PaP e 53% com recolha de proximidade. Ao mesmo tempo, vai ser lançada a recolha PaP do sector da restauração. “Já realizámos sessões de esclarecimento do projeto em parceria com as Juntas de Freguesia, em que ouvimos os representantes dos estabelecimentos comerciais acerca dos desafios que esta novidade traz. Agora estamos a iniciar a sensibilização in loco, com os respetivos trabalhadores, de modo a delinear os melhores horários de recolha e a posterior entrega dos contentores”, esclarece o responsável.

A recolha PaP vai ser implementada à medida das necessidades deste segmento, numa extensa área urbana da Avenida Luísa Todi e arruamentos envolventes desde a Praia da Saúde e Fonte Nova até às Fontaínhas, onde se verifica uma grande concentração de restaurantes, pastelarias e outros estabelecimentos. Cerca de 114 estabelecimentos da zona foram já contactados.

“Decidimos criar circuitos dedicados para evitar a deposição dos resíduos orgânicos da restauração nos contentores existentes, de forma a ganhar capacidade de deposição para o sector doméstico e melhorar o serviço prestado aos cidadãos, uma vez que a maior frequência de recolha dos biorresíduos evita os cheiros decorrentes da sua acumulação e a deposição indevida junto dos contentores”, remata Carlos Rabaçal acrescentando: “quero agradecer às mais de 14 mil famílias que já fazem esta separação dos resíduos orgânicos e que são um exemplo pelo seu empenho e compromisso com as questões ambientais”.

O ano de 2024 “promete, assim, reforçar a aposta na melhoria do estado de limpeza de Setúbal, aumentar a valorização dos resíduos e introduzir uma maior responsabilização ambiental dos cidadãos”.

 





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