Região de Coimbra destaca importância do projeto da bacia do Ceira face às alterações climáticas



O vice-presidente da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra Raul Almeida disse ontem que o projeto de “Gestão da Bacia do Rio Ceira face às alterações climáticas”, apoiado pelo EEA Grants, tem uma “importância muito grande” para a região.

“[É um projeto que] tem uma importância muito grande, porque foram utilizadas novas técnicas, técnicas inovadoras, nomeadamente na fixação das margens e das galerias ripícolas”, disse à agência Lusa Raul Almeida, durante uma visita da embaixadora da Noruega a locais da intervenção.

O projeto, que abrange todo o vale do Ceira e os municípios de Pampilhosa da Serra, Arganil, Góis e Lousã, é realizado em cooperação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e as quatro autarquias, com o apoio do EEA Grants 2014-2021, mecanismo financeiro do Espaço Económico Europeu.

A CIM-RC promoveu hoje uma visita às obras com a presença da embaixadora da Noruega em Portugal, Tove Bruvik Westberg, do presidente da APA, Nuno Lacasta, da Secretaria Geral do Ambiente e da Unidade Nacional de Gestão do EEA Grants.

“Para nós [o projeto], também foi bom, para aprendermos com estas novas técnicas e com estas novas metodologias de trabalho que, obviamente, também terão muita importância depois no dia-a-dia do rio Ceira e na manutenção deste importante rio da nossa região”, sublinhou Raul Almeida.

Segundo a CIM-RC, a ação inclui várias intervenções na bacia do rio Ceira, como a instalação de estações de monitorização hidrológica e monitorização e avaliação de vazões e níveis de água e a reabilitação de equipamentos e estruturas do património histórico identificado no curso de água, como moinhos, azenhas e levadas.

Contempla também a criação de rotas e percursos de visitação, a implementação de ações de sensibilização voltadas para os utilizadores da água, a orientação sobre medidas de adaptação às mudanças climáticas em nível de bacia e municipal e o desenvolvimento e implementação de protocolos para lidar com situações de desastre.

Prevê, ainda, um manual para implementação de boas práticas em projetos de reabilitação de rios, a implementação de produtos e serviços que promovam ações que valorizem o corredor fluvial, a regeneração da galeria ripícola, a contenção de espécies exóticas invasoras e melhoria da heterogeneidade de habitats e do corredor ecológico.

Aumentar a resiliência da flora e fauna indígenas às mudanças climáticas e a reabilitação da infraestrutura do rio e a melhoria da sua conectividade, são outras das vertentes do projeto.

A visita às obras incidiu sobre o território dos municípios de Arganil e de Pampilhosa da Serra (Vale Pardieiro, Quinta da Mata e Poço da Cesta).

Foram visitadas ações realizadas, em realização e a realizar no âmbito das atividades de reabilitação da infraestrutura e melhoria da conectividade do rio, regeneração da galeria ripícola e de contenção de espécies invasoras, aumento da resiliência da flora e fauna e reabilitação de infraestruturas socioculturais.

As intervenções visitadas “foram realizadas com base em técnicas de engenharia natural e com o intuito de preservar e intervir com a menor pegada possível. Não são intervenções de grande visibilidade, mas que têm grande impacto na vivência do rio Ceira”, referiu a CIM-RC.

O projeto, que representa um investimento dos municípios e da CIM-RC no valor de 1,3 milhões de euros e é apoiado pelo EEA Grants 2014-2021, decorre até final de 2023 e é liderado pela APA, com a participação da CIM-RC e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.



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