Relatório: COTEC Portugal propõe bioeconomia e a economia circular para o crescimento da economia

A bioeconomia e a economia circular têm o objetivo de contribuir para um mundo mais eficiente e sustentável na utilização de recursos, sendo a sua convergência essencial para os setores económicos. Ao tirarem partido das tecnologias digitais, biotecnologia e nanotecnologia, é possível minimizar a utilização de recursos não renováveis. 

A COTEC Portugal publicou o relatório “Bioeconomia Circular e Digital – Oportunidades para a Transição e Desenvolvimento Sustentável da Economia e Indústria Portuguesa”, em colaboração com a Universidade Católica. O projeto, através de exemplos de casos concretos, defende o potencial da bioeconomia circular, que em convergência com a agenda da transformação digital leva ao crescimento da economia portuguesa e ao aumento da produtividade e retorno de investimento.

Prevê-se que em 2030 em Portugal, uma quota de mercado de 5% dos bioprodutos nos mercados de Têxteis, Plásticos e Construção, corresponda a um aumento agregado de receitas entre 260 e 579 milhões de euros por ano.

O relatório indica a evolução positiva do país e o potencial de crescimento, correspondendo também aos objetivos de transição para uma economia de baixo carbono e de recursos renováveis. Os recursos florestais são essenciais para esta economia e para os biomateriais e bioprodutos.

Jorge Portugal, diretor geral da COTEC afirma que “Portugal tem potencial para maior e mais rápida progressão, mas esse potencial tem de ser concretizado através de investimento em conhecimento, tecnologia e inovação”.

Dado a situação atual, o estudo recomenda novos caminhos para a recuperação da crise económica portuguesa, através da implementação da bioeconomia circular e digital, um novo modelo de crescimento sustentável.

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