Sabia que a cor dos animais marinhos muda consoante a profundidade?



Até ao momento, conhecemos apenas cerca de 240 mil espécies marinhas, contudo, como refere a WoRMS – World Register of Marine Species, estima-se que existam ainda mais de 1 milhão por ser descobertas. Existem assim muitas espécies que se distinguem pelas mais variadas características, seja pela forma do corpo, pelo tamanho ou pela coloração.

Sabia que a profundidade tem uma influência direta na cor que o animal tem? Os especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) justificam esta mudança de coloração pela forma como a luz atravessa a água, nas várias camadas do oceano, e na própria capacidade do animal de se integrar no ambiente em que vive. Da superfície até ao solo oceânico, as cores vão variando entre o azul, branco, transparente, vermelho, preto e creme.

“Cada cor do nosso espectro visível tem um comprimento de onda específico; à medida que o comprimento de onda diminui da luz vermelha para a azul, o mesmo acontece com a capacidade da luz de penetrar na água”, começam por explicar os os investigadores da NOAA. “A luz vermelha é rapidamente filtrada na água à medida que a profundidade aumenta e a luz vermelha nunca atinge efetivamente o oceano profundo, o que significa que os animais que vivem nas águas profundas e são vermelhos são essencialmente invisíveis.”

Assim, os animais que vivem mais perto da superfície têm tons azuis, mas um pouco mais abaixo, estes já têm tons de azul na parte superior do corpo e de branco na parte inferior. Ao irmos mais fundo, encontramos animais transparentes mas com estômago vermelho. Ainda mais abaixo, os animais observados são de cor vermelha ou preta. Na parte inferior do oceano, estes têm uma cor avermelhada ou creme, o que lhes permite camuflar no ambiente.

 



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