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Saiba como Amesterdão está a salvar as abelhas

As populações de abelhas e outros insetos polinizadores estão em declínio no mundo. Na capital holandesa, Amesterdão, a diversidade de espécies de abelhas selvagens e melíferas aumentou 45%, desde 2000. A estratégia montada foi um êxito. A cidade criou habitats com plantas nativas e flores silvestres, instalação de “hotéis para insetos” em vários pontos da capital e à proibição do uso de pesticidas químicos em terras públicas.

“Os insetos são muito importantes porque são o início da cadeia alimentar”, disse Geert Timmermans, um dos oito ecólogos a trabalhar para a cidade. “Quando as coisas correm bem para os insetos, também correm bem para as aves e para os mamíferos”, acrescentou à BBC.

Além disso, foi criado um fundo de sustentabilidade de 30 milhões de euros para melhorar as suas condições ambientais – não só para as abelhas, mas para todo o ecossistema. E, há quatro anos, começou a substituir a vegetação dos seus espaços verdes por plantas nativas. A meta é fazê-lo em metade de todos os espaços verdes públicos.

“A nossa estratégia, quando projetamos um parque, é usar espécies nativas e também as que exibem muita floração e dão fruto [para as abelhas]”, explicou Geert Timmermans. Os cidadãos e as empresas são informados de alternativas aos pesticidas que podem utilizar nos terrenos privados. “[As pessoas] reconhecem a importância do ambiente natural. Faz parte da cultura”, disse o ecólogo.

As abelhas são essenciais para as nossas vidas. Para cultivar quaisquer frutas, legumes ou grãos que ingerimos, não apenas o sol, o solo e a água são necessários, mas os insetos também têm uma contribuição excepcional. O processo de polinização contribui para o crescimento de frutas, vegetais ou grãos que comemos. As abelhas ajudam a transportar as partículas de pólen das plantas de uma planta para outra.

Quando uma abelha se senta numa flor, as partículas de pólen agarram-se aos pés e asas e, quando voa para outra planta, as partículas de pólen movem-se para a planta e fertilizam-nas, causando o fruto e as sementes.

Cerca de 70% da agricultura do mundo depende de insetos. Em tal situação, podemos dizer que 70 em cada 100 alimentos têm intervenção das abelhas. A abelha é um inseto que não liberta bactérias ou vírus patogénicos.

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