Seca: Aberta linha para apoiar investimentos em captação de água de furos no Algarve

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve abriu as candidaturas para financiar investimentos em equipamentos de captação de água subterrânea nas explorações agrícolas, para mitigar os efeitos da seca, foi ontem anunciado.

Green Savers com Lusa

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve abriu as candidaturas para financiar investimentos em equipamentos de captação de água subterrânea nas explorações agrícolas, para mitigar os efeitos da seca, foi ontem anunciado.

O período para apresentação das candidaturas decorre até ao fim do mês, sendo a linha de apoio, com uma dotação orçamental de dois milhões de euros de fundos europeus, disponibilizada pelo Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) para Portugal no período 2023/2027, informou a CCDR/Algarve.

A medida destina-se a mitigar os efeitos da seca, através do apoio a investimentos específicos em captações de água subterrânea, através de furos, sistemas de bombagem e painéis fotovoltaicos em explorações agrícolas localizadas na zona do sotavento (leste) algarvio.

O apoio aos investimentos em sistemas de captação de água foi uma das propostas concertadas entre os serviços regionais de Agricultura e as associações de regantes, confederações agrícolas, organizações de produtores e o setor associativo do Algarve.

A proposta surge da necessidade de adotar medidas urgentes de apoio ao investimento em novas fontes de disponibilidade de água para a agricultura, no contexto da situação da contingência de seca hidrológica em que a região algarvia se encontra.

O Governo anunciou que o Algarve vai ter cortes de água de 25% na agricultura e de 15% no setor urbano, que inclui o turismo, para preservar as reservas de água e enfrentar a escassez hídrica.

O conjunto de 46 medidas previstas para a região, que ainda aguardam por aprovação em Conselho de Ministros, foram propostas pela Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca.

De acordo com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, as medidas eram obrigatórias face à atual situação no Algarve, onde a capacidade das albufeiras se encontra a um nível de 25%, comparado com os 45% do ano passado pela mesma altura.

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