Sustentabilidade e Tecnologia – de mãos dadas ou de costas voltadas?



Por: Leila Bagaço, R&D Analyst da KCS iT

Sustentabilidade e Tecnologia são dois conceitos que historicamente parecem incompatíveis para a maioria de nós. Mas será que realmente o são?

Não são raras as vezes que me perguntam como é possível aliar tecnologia com sustentabilidade, já que, regra geral, o avanço tecnológico está associado a um maior consumo de recursos, a um maior gasto energético e a um aumento de resíduos o que, consequentemente, gera poluição. Efetivamente, isso acontece.

Mas e o que dizer de avanços tecnológicos que potenciam o desenvolvimento sustentável do nosso planeta e que já estão integrados na sociedade? Foquemo-nos nos painéis solares, nas turbinas eólicas, nas tecnologias vivas para o tratamento de águas residuais ou na gestão digital de documentos, citando apenas alguns exemplos. Todos estes casos nasceram para servir de alternativa a produtos e serviços que já existiam e que tinham fortes impactos na pegada ambiental.

Através da tecnologia, foi construído um novo propósito para materiais que tinham outro tipo de utilidade, reconvertendo-os para alternativas que se adequavam às necessidades dos mercados e às preocupações sociais e ambientais trazidas pela sociedade. O segredo passa por repensar prioridades e objetivos e refletir sobre a nossa abordagem relativamente aos problemas que atravessamos, aos produtos que desenvolvemos e aos serviços que oferecemos.

Mais do que nunca urge a necessidade de integrar o conceito de sustentabilidade no nosso quotidiano, não só através da mudança dos nossos comportamentos, como também da gestão empresarial mais consciente em matérias de poluição e consumo de recursos.

A tecnologia deve ser encarada como uma ferramenta que pode ser utilizada para diferentes propósitos. A decisão de como é utilizada recai sobre quem a utiliza, pelo que pode sim existir um casamento quase perfeito entre tecnologia e sustentabilidade. A tecnologia pode ser fundamental ao criar o máximo possível de serviços e produtos que promovam a sustentabilidade e continuar a pensar numa lógica de mercado. E isto acontece uma vez que este é um tema mais urgente que nunca, existindo imensa procura por parte das empresas e cidadãos por soluções inovadoras, eficazes e sustentáveis. É altura de deixar de lado os antagonismos e focarmo-nos nas simbioses.



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