TAP: possível redução da frota deve privilegiar eficiência ambiental, defende presidente da ANAC

O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luís Ribeiro, reiterou hoje o aviso de que qualquer diminuição da atividade da TAP que passe por redução de frota deve privilegiar a eficiência ambiental, mantendo os aviões mais recentes.

“Qualquer redução da atividade que passe por redução da frota [da TAP] devia privilegiar do ponto de vista ambiental as aeronaves menos eficientes, que são as mais velhas”, defendeu o presidente da ANAC Luís Ribeiro, numa audição da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.

Reiterando um aviso já feito pelo regulador da aviação, Luís Ribeiro sublinhou a importância de privilegiar a eficiência do transporte aéreo, noticia a Agência Lusa.

Luís Ribeiro indicou que uma eventual redução da frota da TAP, devido à difícil situação financeira em que a transportadora aérea se encontra, não deve ter como efeito a manutenção dos aviões mais velhos e menos eficientes e a devolução dos mais recentes.

“A variação da sua atividade tem um grande impacto na pegada ecológica da aviação nacional”, defendeu Luís Ribeiro.

A companhia está numa situação financeira agravada desde o início da crise provocada pela pandemia de covid-19, com a operação paralisada quase na totalidade, tendo andado a ser debatida uma intervenção do Estado na empresa.

No passado dia 10 de junho, Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas, disse que a TAP pode ter atualmente uma dimensão superior àquela de que vai necessitar nos próximos anos, sendo esta uma das condições da Comissão Europeia para aprovar apoio.

No mesmo dia, o Estado português recebeu autorização da Comissão Europeia para apoiar a TAP num montante até 1,2 mil milhões de euros, mas, de acordo com o ministro que tutela a aviação, o Governo conta não necessitar de mais do que mil milhões de euros até ao final deste ano.

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