Tatu, o fantasma das florestas

De todas as espécies de tatus existentes, 19% são consideradas em estado vulnerável de conservação. As maiores ameaças aos tatus são a caça e o desmatamento. Historicamente, os tatus sempre foram caçados para o consumo de sua carne. Além disso, algumas comunidades acreditam que as suas carapaças tem função medicinal, extraindo-as para a confeção de remédios. “Ele é praticamente um fantasma da floresta”, diz o biólogo Arnaud Desbiez ao site Mongabay Brasil.

Este mamífero pode pesar até 50 kg e medir cerca de 1,5 metro (do focinho à cauda). Tem hábitos noturnos e vive a maior parte do tempo dentro dos engenhosos e imensos túneis que cava. Além disso, é um ser solitário, diferente de outras espécies que precisam de um grupo. Coberto por uma armadura feita de escamas, o tatu tem entre suas mais marcantes características as garras em forma de foice. A principal delas, no terceiro dedo, mede aproximadamente 14 cm. Ou seja, é maior do que a de um urso polar.

Umas das façanhas mais impressionantes do tatu-canastra está debaixo da terra. São as enormes tocas que ele cava — ou melhor, túneis, já que podem chegar a 5 metros de comprimento, de 1,5 a 2 metros de profundidade e 35 centímetros de largura. E com uma rapidez sem igual. O seu papel para o equilibrio dos ecossistemas é fundamental. Em cerca de 20 minutos, o seu novo lar para os próximos dias está pronto e existe uma quantidade de outros animais que se beneficiam e compartilham o conforto desse lar.

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