Ter mais que um gato em casa é um acto cruel

Ter mais que um gato em casa é um acto cruel. Pelo menos assim defende a investigadora Sarah Elis, que quer ver a política de apenas um gato por casa implementada para reduzir a população felina nas áreas urbanas.

A investigadora da Universidade de Lincoln tem estudado as diferenças entre os gatos do campo e da cidade, diferenças estas que serão dadas a conhecer num documentário para a BBC a exibir no Reino Unido na próxima semana.

Ao examinar as diferenças entre os gatos da cidade e do campo, Sarah Ellis concluiu que os que vivem em zonas urbanas e estão fechados em casa possuem maiores níveis de stress pois enfrentam uma maior competitividade ao nível do espaço disponível do que os gatos que vivem em zonas rurais e podem deambular livremente.

Embora a investigadora indique que a castração precoce possa ter um papel a desempenhar, Ellis não acredita que haja resultados positivos para os animais até que apenas seja permitido um gato por casa nas zonas urbanas. “Infelizmente existem grandes disputas territoriais devido à grande densidade de gatos em pouco espaço. Amamos os gatos e, como tal, não nos contentamos com um”, indica, cita o Daily Mail.

“Apesar de lhes termos dado um lar, na verdade criámos uma situação onde não são felizes de todo. Mantemo-los em densidades mais elevadas que aquelas que eles conseguem suportar. É quase como se o nosso amor por eles os esteja a prejudicar”, explica a investigadora.

Sarah Ellis indica ainda que todas as casas com gatos devem ter locais elevados onde os animais se possam esconder e andar sem necessidade de tocar no solo, pois é nestes locais que se sentem mais seguros.

Foto: Richcoon’s Florimon / Creative Commons

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