A comissão que está a organizar os jogos olímpicos e paralímpicos de Tóquio quer que os jogos sejam tão sustentáveis e com o menor impacto ambiental que for possível. Para tal, está a tomar um conjunto de medidas para diminuir a pegada ambiental que o maior evento desportivo do mundo acarreta consigo.

A comissão indica que se nada fosse feito, os jogos de Tóquio seriam responsáveis pela emissão de 3,01 milhões de toneladas métricas de CO2 – o evento de Londres, por comparação, terá gerado 3,45 milhões de toneladas métricas de CO2, enquanto que o do Rio de Janeiro foi responsável por 3,56 milhões de toneladas de CO2.

O plano lançado pelo comité olímpico de Tóquio pretende trabalhar para zero emissões e contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Para tal, o comité pretende que toda a eletricidade usada tanto nos pavilhões como nos alojamentos dos atletas provenha de fontes renováveis. Por outro lado, estão planeadas também medidas para poupar energia para diminuir ainda mais o CO2 eventualmente durante os jogos.

Além da energia renovável, o comité olímpico planeia também implementar medidas de desperdício nulo e reciclar ou reutilizar 99 porcento de todos os produtos usados durante os jogos. Um dos exemplos concretos desta medida são as cinco mil medalhas paraqu galardoar os atletas, que serão forjadas recorrendo a metais reciclados recuperados de diversos tipos de aparelhos eletrónicos, como smartphones, máquinas fotográficas digitais, entre outros. Outro exemplo disto é o facto de o comité planear usar tecnologia de informação para desperdiçar a menor quantidade possível de comida e saber quantas refeições precisam em concreto de servir.

Estas são metas ambiciosas, mas são também um bom exemplo de que precisamos de ambição para mudar de direção relativamente à forma como encaramos os recursos naturais. Esperemos que Tóquio 2020 seja um sucesso.