Usar o próprio carro para evitar a COVID-19 é uma “ideia muito má”, adverte a Greenpeace

O medo do contágio acelera o aumento do tráfego rodoviário, o que significará mais poluição que acaba por agravar as doenças respiratórias.

Usar o carro para evitar o contágio é um risco muito pior do que o vírus. É a mensagem contundente que o Greenpeace lança por ocasião do Dia Europeu Sem Carros, que se comemora hoje. Um dia que relembra os perigos que o abuso dos automóveis implica em termos de poluição, acidentes e equidade social, e que encerra a Semana Europeia da Mobilidade.

A Greenpeace alerta que o medo do contágio fez com que a recuperação do tráfego rodoviário fosse muito mais rápida do que a dos transportes públicos e lembra que a poluição do ar é responsável por milhares de mortes prematuras por ano.
A associação ambientalista exige que as administrações locais tomem mais medidas para evitar picos de poluição que agravam a incidência e letalidade de doenças respiratórias, entre elas a COVID-19.

Para ajudar os gestores públicos nesta tarefa, a Greenpeace apresentou esta semana o seu relatório europeu ‘Transformar o Transporte’, uma análise completa preparada ao longo de mais de um ano de trabalho por consultores independentes.

Analisa as medidas necessárias para cumprir os objetivos climáticos em todas as áreas da mobilidade (urbana e interurbana, de passageiros e mercadorias) e para todos os modos: rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo.

Dentre o conjunto de medidas exigidas pela Greenpeace, priorizam-se aquelas que reduzem a necessidade de deslocamento, como o teletrabalho e o comércio local. Também são propostas políticas para encorajar a mudança para modos de transporte mais sustentáveis, como os transportes públicos, e para limitar os voos curtos a favor do comboio. Por fim, são analisadas as melhorias tecnológicas no transporte, como a eletrificação do automóvel e a necessidade de encerrar a comercialização de veículos a diesel e gasolina antes de 2028.

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