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Tag Archive | "áfrica"

Maior central solar de África já está em funcionamento


A nova central solar fotovoltaica de Kimberley, na província de Northern Cape, África do Sul, foi terminada dois meses antes da data prevista e já está em funcionamento, de acordo com o All Africa. A infra-estrutura, de 96MW, é a maior de África e pode produzir 180.000 MW/h de energia, o suficiente para gerar energia para 80.000 casas.

A central de Jasper está localizada num parque solar que inclui ainda um outro projecto de 75 MW. Prevista está também uma torre concentrada solar termal, com 100 MW, que fará parte do REIPPPP – Renewable Energy Independent Power Producer Procurement Programme. Paralelamente, uma percentagem do total de receitas da central de Jasper reverterá para um outro programa que beneficiará as comunidades locais.

“Para além de ajudar a África do Sul a atingir as suas necessidades de electricidade, o projecto da central da Jasper trará benefícios duradouros para a região”, explicou Kevin Smith, CEO da SolarReserve.

A central tem mais de 325.000 módulos fotovoltaicos e tem entre os seus parceiros o Google – esta é, na verdade, a primeira incursão da multinacional norte-americana nas energias renováveis em África.

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Os pontos mais remotos de África (com FOTOS)


África é um continente gigante e parte dela continua um mistério para a civilização ocidental. Há centenas de ilhas isoladas, rios inexplorados e paisagens deslumbrantes, e muitos destes territórios são podem ser acedidos por via aérea.

Foi isso que fez Joel Krahn, um fotógrafo canadiano que viajou por regiões isoladas do Quénia e Sudão à procura das comunidades remotas que por lá existem. As imagens, recolhidas para uma organização sem fins lucrativos e publicadas no Daily Mail, foram conseguidas depois de Joel passar 25 horas “apertado” no lugar do co-piloto, a olhar pela janela.

“A paisagem africana é muito diferente das vistas que estou habituado no Canadá. E depois de voar durante horas e horas por cima daquele terreno não consigo perceber como alguém lá consegue viver”, explicou Joel ao jornal britânico.

“No entanto, muitas das vezes consegui ter provas de civilização: uma cabana, uma estrada ou uma terra arada”, continuou.

Joel trabalhou para o grupo missionário Africa Inland Mission, de Maio a Julho, e foi por essa altura que capturou estas imagens. “Este mundo é tão grande e por vezes apenas nos focamos em nós. Alargarmos a nossa visão do mundo pode impactar e enriquecer a nossa vida”.

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O que é mais valioso: um elefante vivo ou os seus dentes de marfim?


O que vale mais: um elefante com vida ou os dentes de marfim de um elefante abatido? Um novo relatório vem desvendar um facto ignorado ou desconhecido por muitos caçadores furtivos. Na verdade, os elefantes são mais valiosos com vida do que mortos, 76 vezes mais valiosos.

O relatório, intitulado “Vivo ou morto: valorizar um elefante”, foi elaborado pela iworry, uma campanha anti caça-furtiva lançada pela organização conservacionista David Sheldrick Wildlife Trust.

Os cálculos feitos pela organização revelam que um elefante contribui com €1.272.000 para as agências de viagens, companhias aéreas e economia local, graças aos turistas que pagam para vislumbrar estes magníficos animais. Contrariamente, um elefante morto – do qual só interessam as suas presas de marfim – valem apenas €16.622, dinheiro que normalmente serve grupos criminosos, governantes corruptos e grupos terroristas.

“Proteger os elefantes africanos faz todo o sentido em termos monetários e a longo-prazo os elefantes valem mais vivos, a vaguear pelas savanas e florestas, do que as suas presas”, indica Rob Bradford, director da campanha iworry, cita o Dodo. “É um argumento muito forte para convencer os decisores políticos”, acrescenta.

Actualmente existem cerca de 300.000 elefantes que vivem livremente em África – um número que tem vindo a diminuir drasticamente devido à caça furtiva. Os mercados ilegais da China e de Hong Kong são os principais destinos do marfim, embora várias cidades norte-americanas, como Nova Iorque e São Francisco, e cidades europeias também contribuam para a prosperidade da caça ilegal.

Ao passo que os caçadores procuram o marfim para o comércio internacional, os safaris e reservas naturais retiram lucros e benefícios dos elefantes vivos. A David Sheldrick Wildlife Trust defende que os governos de países com elefantes devem enfatizar o turismo responsável associados aos elefantes.

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Novo fóssil de hipopótamo com grandes lábios é baptizado em honra de Mick Jagger


Além de “Sir” uma das figuras mais importantes do panorama musical, Mick Jagger vai também ficar imortalizado nas Ciências Naturais, uma vez que uma equipa de cientistas baptizou uma nova espécie de fóssil em honra do vocalista dos Rolling Stones e dos seus proeminentes lábios.

O fóssil de uma nova espécie de um animal semelhante a um pequeno hipopótamo com grandes lábios foi descoberto no deserto do Egipto, área que na pré-história terá sido um delta com vegetação abundante rodeado por pântanos – entre outros fósseis encontrados no local encontram-se peixes-gato, tartarugas e aves marinhas.

Jaggermeryx naida foi o nome dado à nova espécie, que terá vivo em África há cerca de 19 milhões de anos. O animal seria provavelmente do tamanho de um veado moderno e o equivalente ao cruzamento entre um hipopótamo magro e um porco de pernas longas.

De acordo com os dados divulgados equipa de paleontologia da Wake Forest University, que descobriu o fóssil, a mandíbula do animal apresenta oito buracos de cada lado. Estas estruturas albergariam provavelmente nervos, dando à criatura lábios extremamente sensíveis que seriam utilizados para encontrar comida. O animal terá pertencido à família extinta dos antracoterídeos.

Jaggermeryx naida traduz para “ninfa aquática Jagger”, indica Elle Miller, paleoantropóloga que esteve envolvida na descoberta e estudo do fóssil, refere o Daily Mail. “Alguns dos meus colegas queriam baptizar a nova espécie com o nome de Angelina Jolie, também por causa dos seus lábios. Mas para mim tinha de ser em honra de Mick Jagger”, afirma a investigadora.

Foto: vermelho_cereja / Creative Commons

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África: caçadores mataram 100 mil elefantes entre 2010 e 2012 (com FOTOS)


A crescente procura de marfim levou a que cerca de 100 mil elefantes fossem caçados entre 2010 e 2012, só no continente africano. Estes números chocantes verificam-se, ironicamente, numa altura em que, mais do que nunca, centenas de organizações ambientais e outras entidades mediatizam as consequências da caça ilegal para a biodiversidade – e, paralelamente, dezenas de países elevam a luta contra este crime.

Segundo um novo estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, a crescente procura de marfim na China e outros países asiáticos é a responsável por esta matança inacreditável. Assim, entre 2010 e 2012 cerca de 65% de mortes de elefantes deveram-se à caça ilegal, contra apenas 25% há uma década.

“Se esta caça ilegal persistir, a espécie será extinta”, explicou a Save the Elephants, co-autora do estudo, juntamente com o Serviço de Vida Selvagem do Quénia, com a MIKE (um grupo internacional que monitoriza a caça ilegal) e duas universidades.

O estudo avisa que estas mortes de elefantes não estão a acontecer à mesma velocidade em todo o continente, ou seja, não é um fenómeno uniforme. A maior taxa de mortes situa-se na África central, seguida da Tanzânia e do Quénia. A população de elefantes da reserva de Selous, na Tanzânia, decresceu de 40 para 13 mil nos últimos três anos.

No Botswana, por outro lado, a população de elefantes mantém-se estável ou, em alguns casos, está a crescer. Na África do Sul, os caçadores dedicam-se à morte de rinocerontes, mas poderão rapidamente virar-se para os ataques a elefantes.

Segundo o Huffington Post, a China é o maior mercado de marfim. Este mês, num gesto de boa vontade, o embaixador chinês no Quénia, Liu Xianfa, doou equipamento anti-caça às autoridades locais, tendo explicado, no processo, que o seu país está a aumentar a publicidade e educação no que toca à crescente compreensão do seu povo das consequências do comércio ilegal de marfim.

Apesar de tudo, George Wittemyer, da Universidade de Colorado, e Iain Douglas-Hamilton, da Save the Elephants, mostram-se optimistas em relação ao futuro deste animal. “Tenho de me manter optimista. Já passei por isto nos anos 70 e 80. Já conseguimos para a matança nas savanas [nos anos 70 e 80, quando o comércio ilegal seguia para o Japão]. Acho que o podemos fazer novamente”, concluiu Douglas-Hamilton.

Veja algumas fotos de elefantes africanos – como é possível que esta barbárie continue?

Fotos: hyper7pro / Brian Snelson / guido da rozze / Brian Snelson / U.S. Fish and Wildlife Serv / Matt MacGillivray / Jay Aremac / paulshaffner / flowcomm / Anita Ritenour / KevinMPringle / Creative Commons

 

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Cura para a Ébola poderá ter sido encontrada


Dois médicos norte-americanos que trabalhavam em missões no continente africano e que ficaram infectados com o vírus da Ébola terão sido salvos com um “tratamento miraculoso”. Esta “arma secreta” nunca tinha sido testada em seres humanos, apenas em macacos. Contudo, a Food and Drugs Administration (FDA), entidade reguladora norte-americana, terá aberto uma excepção ao abrigo de uma norma que autoriza a utilização de medicamentos não testados.

A CNN e a Atlantic relatam a história. Kent Brantly é médico e viu já centenas de pessoas a morrer com o vírus da Ébola. Como tal, houve uma presciência fria no seu diagnóstico feito na última semana: “Eu vou morrer”.

A condição deste médico norte-americano era grave e o seu destino mais provável teria sido a morte, tal como aconteceu a centenas de africanos. Contudo, no último sábado, as televisões norte-americanas mostraram o regresso de Brantly a Nova Iorque, para que pudesse receber uma melhor assistência. O que se viu foi o médico a regressar a solo norte-americano e a andar apenas com uma ajuda mínima, desde a ambulância até à unidade de isolação no Emory University Hospital.

“Um dos médicos disse que era um milagre”, afirmou Sanjay Gupta, que é médico no hospital de Emory e correspondente especial da CNN para assuntos médicos. “Não é um termo que os médicos gostem de utilizar levianamente”, frisou, cita a Atlantic.

Uma vez que a Ébola é uma doença sem cura e fatal em 90% dos casos, o caso de Kent Brantley é intrigante. Na reportagem para a CNN, Sanjay Gupta indicou que terá sido um soro secreto que salvou Brantley e Nancy Writebol, a outra médica norte-americana infectada com o vírus.

De acordo com o relato de Gupta, três frascos de um soro secreto experimental, armazenados a temperaturas negativas, foram enviados para a Libéria, onde estavam os médicos, na última semana, numa última tentativa de os salvar.

Brantly estava a trabalhar para a organização cristã de ajuda humanitária Samaritan’s Purse como director médico do Ebola Consolidation Case Management Center em Monrovia, Libéria. O grupo já confirmou que o médico recebeu o tratamento secreto antes de deixar o país e regressar aos Estados Unidos.

Brantly está quase recuperado graças ao tratamento secreto. Já a recuperação de Nancy Writebol não foi tão espantosa, mas a suficiente para também poder ser transportada para os Estados Unidos.

O soro secreto

O soro secreto utilizado é conhecido por zMapp e é produzido pela Mapp Biopharmaceutical. Contudo, o medicamento ainda não havia sido testado em humanos, apenas em macacos, e como tal ainda não tinha sido aprovado pela FDA. No entanto, ao abrigo de uma norma que possibilita a utilização de medicamentos não testados em humanos apenas em situações excepcionais, o medicamento pode ser administrado aos dois médicos infectados com o vírus da Ébola.

O medicamento secreto trata-se de um anticorpo monoclonal. A administração deste tipo de anticorpos está a tornar-se cada vez mais comum e o tempo tem demonstrado que é uma solução eficaz. Este tipo de anticorpos é produzido da seguinte forma: cobaias são expostas a um vírus e o seu sistema imunitário desenvolve anticorpos específicos contra o vírus. Posteriormente, os linfócitos são isolados em laboratório e multiplicados em culturas celulares. No caso do zMapp foram separadas três linhas celulares que produziram anticorpos específicos eficazes contra a Ébola. Os anticorpos foram depois adicionados a uma solução. De acordo com a farmacêutica que desenvolveu o medicamento, é possível produzir estes anticorpos em plantas de tabaco, o que acelera o processo o processo de produção, já que as culturas celulares são mais lentas.

Apesar de a aplicação do zMapp ter sido um sucesso, ainda pouco se sabe sobre o seu efeito nos humanos. Nos testes realizados com animais, a Mapp Biopharmaceutical administrou o medicamento a oito macacos com o vírus da Ébola que sobreviveram. Todos receberam o medicamento até 48 horas depois de terem sido infectados. Um macaco que foi tratado com o soro depois das 48 horas não sobreviveu. Tal significa que pouco se sabe sobre a segurança e eficácia deste tratamento – e que fora circunstâncias extremas como esta, a FDA não teria permitido a sua aplicação. Gupta suspeita que a FDA autorizou o uso do zMapp ao abrigo da isenção de uso compassivo.

O actual surto do vírus da Ébola é o maior na história da doença, tanto em termos do número de infectados como de mortes provocadas – cerca de 729 desde o final de 2013.

Foto: EU Humanitarian Aid and Civil Protection / Creative Commons

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