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ONU vai construir grande muralha verde para conter avanço do deserto do Saara


Onze países africanos e as Nações Unidas estão a preparar um projecto para parar o avanço do deserto do Saara, que consiste numa grande muralha verde – ou seja, na plantação em massa de árvores pelo continente africano, no uso sustentável das florestas em regiões áridas.

O declínio da quantidade de chuva, aliado à degradação do solo ocasionada por pecuária e desflorestação, fizeram o deserto do Saara expandir-se nas últimas décadas. Este projecto pretende acalmar esta expansão, melhorando da qualidade de vida das comunidades locais.

Depois de completa, esta faixa verde terá 15 quilómetros de largura e 7.000 quilómetros de comprimento, cruzando África de leste a oeste. Será um megaprojecto de sustentabilidade, um dos maiores do mundo.

As árvores começaram a ser plantadas em 2008, no Senegal. Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Etiópia, Eritreia e Djibouti são os outros países que integram o projecto.

Este corredor de árvores funcionará como uma barreira contra os ventos secos vindos do Saara. Assim, os níveis de humidade aumentam e permitem o florescimento da agricultura. As árvores plantadas no Senegal, aliás, já estão a dar frutos – literalmente.

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Zâmbia: casal destemido passeia e brinca com leões e chitas (com FOTOS)


Há um casal corajoso que leva alguns dos mais perigosos felinos de África a dar passeios. Adalberto Mangini, 51 anos, e Laura Bongiorni, 50 anos, passeiam, dão festas e até brincam com leões e chitas na Zâmbia.

Os predadores fazem parte de um programa de desenvolvimento do The Mukini Big 5 Centre e acabarão, no futuro, por ser libertados na natureza. Apesar do perigo iminente, o casal não tem qualquer problema em sair para dar uma volta com alguns deles.

Adalberto Mangini, manager de vendas em Milão, Itália, defende que é possível estabelecer contacto próximo com os animais, desde que isso seja feito de forma correcta. Os truques passam por não mostrar medo – os animais sentem-no facilmente –, respeitá-los sempre, tocá-los nos sítios certos e falar com eles – depressa aprendem a reconhecer a voz da pessoa.

É assim que Adalberto consegue que uma chita lhe lamba o rosto, num gesto carinhoso, ou beba água das suas mãos e que Laura se senta calmamente no meio que quatro poderosos leões.

Mesmo assim, alerta que tem de se ter sempre os olhos bem abertos, nunca virar costas aos animais e ser muito calmo, sem fazer movimentos rápidos.

“Descobrimos que é mais fácil aproximarmo-nos das chitas, durante o tempo que ficamos com elas. Elas são competitivas e adoram ganhar – e, tal como os seres humanos, cada uma delas tem uma personalidade distinta”, diz Mangini.

Como parte do programa, as chitas são ensinadas a usar a sua velocidade explosiva para caçar. Uma vez preparados, os animais são libertados em áreas de gestão onde se podem reproduzir sem interferência humana e criar os filhotes até eles terem idade suficiente para serem transferidos com segurança.

As chitas são os mais vulneráveis dos grandes felinos, com a crescente perda de habitat e diminuição do número de presas.

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Oito milhões de morcegos voam numa das maiores migrações de sempre no Planeta (com FOTOS)


Nas fotos que pode ver abaixo, é difícil ver o céu. Isto porque o fotógrafo britânico Will Burrard-Lucas, de 29 anos, conseguiu obter imagens de uma das maiores migrações de sempre de um mamífero. Ou melhor, de oito milhões.

O cenário desta migração é o Parque Nacional de Kasanka, na Zâmbia, sendo que estes oito milhões de morcegos-da-fruta vivem apenas em 0,4 hectares do parque. Um cantinho muito pequeno, tendo em conta a vastidão do parque.

Depois de uma noite de caça, estes morcegos vêm descansar às árvores. Cada árvore pode aguentar até 10 toneladas de morcegos: é a maior densidade de massa de um mamífero de sangue quente na Terra.

“A maioria das pessoas que vê as minhas fotos fica espantado com o número [de morcegos]. Há quem tenha medo de morcegos e, por isso, acha que as imagens são perturbadoras”, continuou Burrard-Lucas.

“Algumas das fotos têm tantos morcegos que mal vemos o céu atrás deles. A migração é menos conhecida que a grande migração de gnus de Serengeti e Masai Mara, por isso as pessoas ficam muito surpreendidas com ela. Mas há muito mais morcegos envolvidos nesta migração que gnus ou zebras”, continuou.

Este tipo de morcego é encontrado, sobretudo, na região da África subsariana. Eles comem tanta fruta que podem pesar 300 gramas e viver até 30 anos.

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Os 5 países mais vulneráveis às alterações climáticas


Ao longo do ano, várias organizações climáticas e sites de sustentabilidade elaboram listas dos países mais ameaçados e vulneráveis às alterações climáticas. Em Agosto, publicámos a lista das 17 regiões e países mais ameaçados, como se pode lembrar aqui.

Esta semana foi a vez das Nações Unidas, através da sua universidade, abordar o tema e revelar quais os cinco países supervulneráveis às alterações climáticas. A lista foi revelada na Cimeira do Clima de Doha, no Qatar, e coloca a pressão nos países asiáticos e africanos.

Assim, o Bangladesh, o Butão, a Gâmbia, o Quénia e a Micronésia estão na pole position das consequências trágicas do aquecimento global, se não se fizer nada para alterar o rumo do planeta.

“O que as pessoas destes locais vivem hoje vai além dos eventos extremos. Trata-se de um problema contínuo que as afecta todos os dias. Estas comunidades estão a tentar ajustar-se e a adaptação está a acontecer, mas não é suficiente”, explicou a directora científica da Universidade das Nações Unidas, Koko Warner.

“Os custos destas acções estão a ficar cada vez mais caros e as perdas e danos continuam a ocorrer, independentemente das medidas adoptadas”, continuou.

Veja quais os principais problemas destes cinco países

Butão – tem como principal problema a mudança no regime das monção

Bangladesh – sofre, sobretudo, com o aumento da salinidade no solo, o que compromete a agricultura local e a oferta de água para consumo

Gâmbia – sofre com as secas

Quénia – tem um grande problema, as inundações

Micronésia – tem de lidar com a erosão costeira

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Um saco solar que purifica a água enquanto caminhamos (com FOTOS)


Em África, beber água suja mata mais pessoas que a violência, o que torna o acesso a água potável num dos maiores desafios daquele continente. Ao longo dos anos, foram desenvolvidos alguns aparelhos que procuram purificar este bem precioso, e hoje vamos apresentar-lhe mais um, o Saco Solar.

Desenvolvido por Ryan Lynch e Marcus Triest, este saco purifica a água utilizando um método já usado, que confia nos raios UV para matar as bactérias e vírus nefastos existentes na água.

A ideia é bastante simples, como todas as boas ideias. Basta encher um saco que tem capacidade para 9,5 litros, coloca-lo no ombro e deixar o sol tratar do resto. Os designers do Saco Solar tiveram em conta o tempo que a população africana passa, normalmente, para ir buscar água, cerca de seis horas. Depois deste período, a água é segura para beber.

Veja melhor esta inovação.

O saco é feito de polietileno e desenhado para maximizar a passagem dos raios UV, num dos lados. O outro lado é preto – polietileno preto – que reflecte os raios através da água e aquece-a. No processo, acelera também o processo de purificação.

Há ainda uma alça de nylon de ombro e um espigão que, estando na parte inferior, do saco, liberta a água limpa. Para uma purificação imediata, Lynch e Triest incluíram uma bomba de balão, com um filtro.

Os materiais utilizados em cada saco custam perto de €4,1 (R$10,1) – ou menos – dependendo da escala e eficiência da produção. Se os sacos forem construídos no local onde serão utilizados, esta invenção será ainda mais barata e, sobretudo, sustentável.

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Projecto Afreaka: jornalista e designer vão contar as histórias positivas de África (com FOTOS)


A jornalista Flora Pereira da Silva e o designer Natal de Aquino Giuliano, ambos de nacionalidade brasileira, estão a lançar o projecto Afreaka, que os levará a contar as histórias mais interessantes e positivas de oito países africanos: África do Sul, Namíbia, Botswana, Zimbábue, Zâmbia, Quénia, Tanzânia e Moçambique.

O projecto será efectivado em reportagens e trabalhos gráficos e tem como grande objectivo fugir ao estereótipo africano: a fome, pobreza e guerras.

“A terra africana tem coisas muito mais interessantes para serem contadas: tendências, música, arte, arquitectura, pessoas, projectos sociais, moda, cultura jovem, tradições, diversidade e tudo o que se encaixa na zona de intersecção desses tópicos”, explicou ao Green Savers Flora Silva.

O projecto terá um site e design, denominado Afreaka e que pretende desvendar, dentro de cada post, o lado cool e descolado do continente, procurando cobrir as expressões colectivas e individuais das culturas locais e os valores a elas agregados – e traduzindo-as em textos, fotos e trabalhos gráficos.

A viagem terá a duração de quatro meses e meio e o ponto de partida será Joanesburgo, na África do Sul. Depois de sete países, o ponto final está previsto para Moçambique.

“Para cada país serão produzidos oito posts – cada um terá uma história e uma ilustração que buscam o real significado da palavra África”, conta Flora.

O projecto já tem versão para o Facebook e será divulgado nos sites sociais Twitter, Pinterest e Instagram. O projecto vai também manter todas as despesas actualizadas, aqui.

Para dar vida ao projecto, a dupla está utilizando uma maneira de financiamento que já falámos no Green Savers, o crowdfunding. Alguns sites, como o Catarse, seleccionam os melhores trabalhos e colocam-nos à avaliação popular: quem gosta, pode fazer parte do projecto, financiando-o.

Conheça melhor o Afreaka aqui e pode contactar os autores da viagem através do email siteafreaka@gmail.com

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