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Tag Archive | "água"

Quercus sensibilizou 450 técnicos para o consumo eficiente de recursos


Entre Setembro e Dezembro deste ano, a Quercus percorreu todos os distritos de Portugal com o Projecto EcoConsumo – ferramentas de apoio para o consumo sustentável de água e energia, apoiado pelo Fundo do Consumidor, da Direcção Geral de Consumo.

No total foram realizadas 19 sessões de sensibilização que chegaram a mais de 450 técnicos, entre funcionários de juntas e autarquias, da Segurança Social, IPSS, empresas de distribuição de água e professores.

As acções de formação centraram-se na informação e sensibilização para hábitos de consumo mais eficientes, refere a Quercus em comunicado, disponibilizando dados quantitativos sobre o retorno possível com a aplicação de medidas mais eficientes no consumo de água e energia, quer de equipamentos menos consumidores destes dois recursos.

Foto: Anton Fomkin / Creative Commons

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Lavar loiça à máquina ou à mão: o que é mais sustentável?


É comum dizer-se que lavar a loiça à máquina gasta menos água do que fazê-lo à mão – apesar de gastar mais energia – e essa ideia é verdadeira. De acordo com um artigo do Planeta Sustentável, que cita a Sabesp (companhia de abastecimento de São Paulo) e o professor Bruno Gianelli, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), lavar os utensílios manualmente com a torneira semi-aberta – durante 15 minutos – chega a gastar uma média de 117 litros de água.

Poe outro lado, lavar a loiça na máquina consome até 40 litros de água, dependendo da tamanho e qualidade do electrodoméstico. “Alguns estudos indicam que a redução do consumo de água pode ser até seis vezes maior do que a lavagem manual. Mas [há que ter] em conta o impacto ambiental decorrente do fabrico dessas máquinas”, explicou Gianelli.

De acordo com o jornalista Afonso Capelas Jr, tudo depende também da forma como se lava a louça manualmente. É desnecessário e dispendioso manter a torneira aberta enquanto se está a lavar os copos, pratos e tachos. “Eu, por exemplo, passo detergente na louça com a torneira devidamente fechada para, depois, enxaguar tudo de uma vez”, ensina o académico.

Existem ainda outras técnicas para lavar a louça com mais eficiência e sem desperdício. Depois de passar o detergente todo com a torneira fechada, deixe as panelas e os pratos dentro da pia enquanto enxagua os copos e talheres. Desta forma, a água já estará a enxaguar as panelas e pratos.

Caso seja proprietário de um bar, restaurante ou pastelaria, deve optar por uma máquina. “Além de possuírem maior capacidade de carga, os seus ciclos de lavagem serão optimizados”.

Foto: jim212jim / Creative Commons

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Califórnia: água potável começou a ser vendida no mercado negro


Se as notícias que alertam para a cada vez maior escassez de água potável no mundo lhe passam ao lado, então saiba que no estado da Califórnia, Estado Unidos, a água está a começar a ser vendida no mercado negro.

À medida que a seca californiana se estende mês após mês, há cada vez mais casos de roubo de água em todo o estudo. Dada a gravidade da situação – quase 60% do estado vive em seca contínua – os consumidores estão a ficar desesperados. De acordo com o Inhabitat, algumas pessoas começaram inclusive a comprar e vender água no mercado negro, o que levou ao aumento brutal do roubo de água.

Numa fase inicial, esses “ladrões” de água desviavam o recurso natural de canais ou correntes, mas a tendência agora é diferente: qualquer possível ponto de abastecimento de água está a saque – escolas, faculdades, negócios, instituições ou bocas de incêndio.

Este Verão, os bombeiros de North San Juan reportaram o roubo de milhares de litros de água dos seus tanques de armazenamento, o que os levou a colocar um cadeado nas instalações.

O Inhabitat explica que a entidade responsável pela gestão da água na Califórnia tem 22 colaboradores a investigarem eventuais furtos de água. A lei está desactualizada e existem multas tão pequenas como €20. Será este, também, o nosso futuro e de outras comunidades em todo o mundo?

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Nova investigação revela que água da Terra é mais antiga que o Sol


A água está presente em toda a parte do sistema solar, embora não seja na forma líquida – a única capaz de suportar vida. Além da água terrestre, existe água no estado sólido nos restantes planetas, cometas, satélites naturais e outros corpos celestes.

Há muito tempo que os cientistas sabem que a água terrestre é bastante velha – tanto que a vida no nosso planeta surgiu em ambiente aquático. Partindo desta premissa, uma equipa de cientistas da Universidade do Michigan que estudava a origem da água no nosso sistema solar concluiu que metade da água do sistema proveio de pequenas partículas de gelo da grande nuvem molecular de onde o sistema solar teve origem. Tal significa que a maior parte da água do sistema solar e, consequentemente, da Terra, é mais velha que o Sol. Adicionalmente, os autores concluem que se as estrelas como o Sol forem frequentes, é possível que que haja outros sistemas estrelares com água, o que aumenta a probabilidade de haver mais formas de vida.

Para alcançarem tais conclusões, a equipa de investigadores recorreu a modelos de simulação computacional que recriaram as condições dos primórdios do sistema solar, baseados nas observações de outros sistemas solares semelhantes ao Sol que estão actualmente em processo de formação. “A estudar estes objectos astrofísicos através de telescópios super potentes e técnicas numéricas, podemos utilizar esta informação para modelar o ambiente protoplanetário com grande detalhe”, refere Ilsedore Cleeves, um dos autores do estudo, cita a revista Science.

Os detalhes das observações tornam-se bastante técnicos, mas basicamente os cientistas estudaram a formação de água pesada interestelar que contém deutério, um isótopo do hidrogénio, no lugar dos átomos de hidrogénio. A água pesada forma-se a temperaturas abaixo do zero absoluto, em ambiente espacial, onde as temperaturas são mais baixas. Como tal, este ambiente propicia a formação de mais deutério – elemento que no ambiente terrestre é raríssimo.

Uma vez que o sistema sola e a Terra foram formados a partir dos gases e partículas da mesma grande nuvem molecular, a água pesada, já existente, foi incorporada nos novos corpos celestes. Como tal, os oceanos terrestres, os meteoritos e os cometas apresentam grandes quantidades de água pesada. Foi através destes dados que a equipa conseguiu simular a quantidade de água pesada que poderia existir aquando da formação do sistema solar.

Porém, uma questão surgiu: os níveis elevados de deutério encontrados nas amostras foram herdados da nuvem de gás interestelar pré-existente ou foi formado através de reacções químicas no processo de formação do sistema solar?

Se se tratar do último caso, como explicam os cientistas, a composição química dos planetas, incluindo a água, seria dependente do tipo de estrela onde o planeta surge. Se for caso do primeiro cenário, todos os sistemas planetários formar-se-iam a partir de um conjunto semelhante de materiais, incluindo a água interestelar.

Para responder à questão, os cientistas recorreram novamente à água pesada dos oceanos, cometas e meteoritos. A análise feita da proporção de deutério em relação aos modelos que criados laboratorialmente para os dois cenários revelou que os oceanos terrestres poderão ter entre 7% a 50% de água pesada vinda do meio interestelar. “Ao identificar a antiga herança da água na Terra podemos ver que a forma como o nosso sistema solar se formou não será única e que outros exoplanetas poderão ter-se formado num ambiente com muita água”, explica Tim Harries, outro investigador que participou no estudo. Tal conclusão aumenta a possibilidade de outros planetas de outros sistemas terem condições ideais e água para originar vida.

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Alterações climáticas foram a chave do Congresso Mundial da Água


“AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA, NEUTRALIDADE DA PEGADA DE CARBONO e a adaptação às alterações climáticas no sector da água foram três das questões mais ouvidas no Congresso Mundial da Água, que decorre até amanhã no Centro de Congressos de Lisboa.

Ontem, o congresso juntou-se à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a decorrer nos Estados Unidos, e uniu quatro oradores para discutir os temas perante uma plateia sedenta de soluções.

No palco, Glen Daigger (Presidente da International Water Association), Harry Bode (Ruhrverband, Alemanha), Steve Kenway (Universidade de Queensland, Austrália) e Corinne Trommsdorff (IWA) sublinharam a relação existente entre o sector da água e as alterações climáticas, nomeadamente os efeitos das secas e das cheias nas atividades de abastecimento de água e saneamento de águas residuais com especial impacto na operação das infraestruturas.

O contributo das utilities para as alterações climáticas passa pela adopção de medidas de redução do consumo de energia, mas também de aproveitamento dos seus próprios recursos no sentido da autossuficiência energética, ambas contribuindo para a redução das emissões dos gases de efeito de estufa (GEE).

Os oradores admitiram que, embora as componentes de tratamento de água e águas residuais e, em particular, o seu transporte e distribuição, representem um consumo energético com alguma expressão, o peso mais significativo  reside numa fonte de consumo de energia frequentemente ignorada: os consumidores.

Assim, defenderam que a questão da eficiência energética deve ser planeada abordando o ciclo urbano da água de forma integrada: desde a captação à descarga no meio receptor, passando pelo consumo de água. Um exemplo: um gesto tão simples como tomar um duche quente representa um consumo de energia que vai muito para além do processo de levar água até casa do consumidor, uma vez que o próprio aquecimento da água implica consumos energéticos significativos, que podem ser tornados mais eficientes por exemplo por via do aproveitamento da energia solar.

Todo os oradores concordaram que o objectivo de alcançar a autossuficiência energética e neutralidade de carbono nos sistemas de água pode ser alcançado e já existem muitas soluções para o efeito, sendo que existem por vezes condicionantes locais que dificultam esse processo, desde logo porque o impacto das alterações climáticas é diferente de região para região.

Por fim, aproveitaram para fazer um apelo direccionado às entidades governantes e reguladoras para que lhes seja concebida uma maior liberdade na aplicação de tais soluções.”

A futura Engenheira do Ambiente Inês Vieira vive em Lisboa e foi uma das três vencedoras do concurso “Repórter da Água”, organizado pela Águas de Portugal para promover o Congresso Mundial da Água, a realizar-se esta semana em Lisboa.

O Green Savers tem uma equipa de reportagem neste congresso. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

Foto: Kevin Dooley / Creative Commons

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Simtejo leva experiência sensorial ao Congresso Mundial da Água


De olhos vendados e com auscultadores nos ouvidos somos conduzidos através de uma experiência sensorial que nos transporta para os primórdios do planeta Terra e para o aparecimento da água. Durante os dez minutos seguintes acompanhamos a evolução terrestre e a utilização da água até chegarmos à actualidade, onde somos confrontados com cheias, secas, escassez de água e desperdício deste recurso vital à vida.

A viajem trata-se da experiência sensorial da água, uma iniciativa que Simtejo levou ao Congresso Mundial da Água, a decorrer em Lisboa, com o intuito de promover a reflexão sobre a poupança de água de uma forma alternativa. “É uma iniciativa de sensibilização para o público. E experiência foi concebida para crianças, mas achámos que poderia funcionar bem aqui no congresso para alertar para os problemas da água”, explica Eugénia Dantas, técnica de comunicação e educação ambiental da Simtejo.

A experiência sensorial faz parte do programa de educação ambiental da Simtejo, “Ama a Água”, direccionado para crianças do 1º ao 3º ciclo do ensino básico.

O programa de educação ambiental “Ama a Água” foi desenvolvido pela Simtejo em colaboração com as câmaras municipais da Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira e tem como objectivo sensibilizar para o uso eficiente da água e a importância das ETARs para o ambiente.

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