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Califórnia: água potável começou a ser vendida no mercado negro


Se as notícias que alertam para a cada vez maior escassez de água potável no mundo lhe passam ao lado, então saiba que no estado da Califórnia, Estado Unidos, a água está a começar a ser vendida no mercado negro.

À medida que a seca californiana se estende mês após mês, há cada vez mais casos de roubo de água em todo o estudo. Dada a gravidade da situação – quase 60% do estado vive em seca contínua – os consumidores estão a ficar desesperados. De acordo com o Inhabitat, algumas pessoas começaram inclusive a comprar e vender água no mercado negro, o que levou ao aumento brutal do roubo de água.

Numa fase inicial, esses “ladrões” de água desviavam o recurso natural de canais ou correntes, mas a tendência agora é diferente: qualquer possível ponto de abastecimento de água está a saque – escolas, faculdades, negócios, instituições ou bocas de incêndio.

Este Verão, os bombeiros de North San Juan reportaram o roubo de milhares de litros de água dos seus tanques de armazenamento, o que os levou a colocar um cadeado nas instalações.

O Inhabitat explica que a entidade responsável pela gestão da água na Califórnia tem 22 colaboradores a investigarem eventuais furtos de água. A lei está desactualizada e existem multas tão pequenas como €20. Será este, também, o nosso futuro e de outras comunidades em todo o mundo?

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Nova investigação revela que água da Terra é mais antiga que o Sol


A água está presente em toda a parte do sistema solar, embora não seja na forma líquida – a única capaz de suportar vida. Além da água terrestre, existe água no estado sólido nos restantes planetas, cometas, satélites naturais e outros corpos celestes.

Há muito tempo que os cientistas sabem que a água terrestre é bastante velha – tanto que a vida no nosso planeta surgiu em ambiente aquático. Partindo desta premissa, uma equipa de cientistas da Universidade do Michigan que estudava a origem da água no nosso sistema solar concluiu que metade da água do sistema proveio de pequenas partículas de gelo da grande nuvem molecular de onde o sistema solar teve origem. Tal significa que a maior parte da água do sistema solar e, consequentemente, da Terra, é mais velha que o Sol. Adicionalmente, os autores concluem que se as estrelas como o Sol forem frequentes, é possível que que haja outros sistemas estrelares com água, o que aumenta a probabilidade de haver mais formas de vida.

Para alcançarem tais conclusões, a equipa de investigadores recorreu a modelos de simulação computacional que recriaram as condições dos primórdios do sistema solar, baseados nas observações de outros sistemas solares semelhantes ao Sol que estão actualmente em processo de formação. “A estudar estes objectos astrofísicos através de telescópios super potentes e técnicas numéricas, podemos utilizar esta informação para modelar o ambiente protoplanetário com grande detalhe”, refere Ilsedore Cleeves, um dos autores do estudo, cita a revista Science.

Os detalhes das observações tornam-se bastante técnicos, mas basicamente os cientistas estudaram a formação de água pesada interestelar que contém deutério, um isótopo do hidrogénio, no lugar dos átomos de hidrogénio. A água pesada forma-se a temperaturas abaixo do zero absoluto, em ambiente espacial, onde as temperaturas são mais baixas. Como tal, este ambiente propicia a formação de mais deutério – elemento que no ambiente terrestre é raríssimo.

Uma vez que o sistema sola e a Terra foram formados a partir dos gases e partículas da mesma grande nuvem molecular, a água pesada, já existente, foi incorporada nos novos corpos celestes. Como tal, os oceanos terrestres, os meteoritos e os cometas apresentam grandes quantidades de água pesada. Foi através destes dados que a equipa conseguiu simular a quantidade de água pesada que poderia existir aquando da formação do sistema solar.

Porém, uma questão surgiu: os níveis elevados de deutério encontrados nas amostras foram herdados da nuvem de gás interestelar pré-existente ou foi formado através de reacções químicas no processo de formação do sistema solar?

Se se tratar do último caso, como explicam os cientistas, a composição química dos planetas, incluindo a água, seria dependente do tipo de estrela onde o planeta surge. Se for caso do primeiro cenário, todos os sistemas planetários formar-se-iam a partir de um conjunto semelhante de materiais, incluindo a água interestelar.

Para responder à questão, os cientistas recorreram novamente à água pesada dos oceanos, cometas e meteoritos. A análise feita da proporção de deutério em relação aos modelos que criados laboratorialmente para os dois cenários revelou que os oceanos terrestres poderão ter entre 7% a 50% de água pesada vinda do meio interestelar. “Ao identificar a antiga herança da água na Terra podemos ver que a forma como o nosso sistema solar se formou não será única e que outros exoplanetas poderão ter-se formado num ambiente com muita água”, explica Tim Harries, outro investigador que participou no estudo. Tal conclusão aumenta a possibilidade de outros planetas de outros sistemas terem condições ideais e água para originar vida.

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Alterações climáticas foram a chave do Congresso Mundial da Água


“AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA, NEUTRALIDADE DA PEGADA DE CARBONO e a adaptação às alterações climáticas no sector da água foram três das questões mais ouvidas no Congresso Mundial da Água, que decorre até amanhã no Centro de Congressos de Lisboa.

Ontem, o congresso juntou-se à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a decorrer nos Estados Unidos, e uniu quatro oradores para discutir os temas perante uma plateia sedenta de soluções.

No palco, Glen Daigger (Presidente da International Water Association), Harry Bode (Ruhrverband, Alemanha), Steve Kenway (Universidade de Queensland, Austrália) e Corinne Trommsdorff (IWA) sublinharam a relação existente entre o sector da água e as alterações climáticas, nomeadamente os efeitos das secas e das cheias nas atividades de abastecimento de água e saneamento de águas residuais com especial impacto na operação das infraestruturas.

O contributo das utilities para as alterações climáticas passa pela adopção de medidas de redução do consumo de energia, mas também de aproveitamento dos seus próprios recursos no sentido da autossuficiência energética, ambas contribuindo para a redução das emissões dos gases de efeito de estufa (GEE).

Os oradores admitiram que, embora as componentes de tratamento de água e águas residuais e, em particular, o seu transporte e distribuição, representem um consumo energético com alguma expressão, o peso mais significativo  reside numa fonte de consumo de energia frequentemente ignorada: os consumidores.

Assim, defenderam que a questão da eficiência energética deve ser planeada abordando o ciclo urbano da água de forma integrada: desde a captação à descarga no meio receptor, passando pelo consumo de água. Um exemplo: um gesto tão simples como tomar um duche quente representa um consumo de energia que vai muito para além do processo de levar água até casa do consumidor, uma vez que o próprio aquecimento da água implica consumos energéticos significativos, que podem ser tornados mais eficientes por exemplo por via do aproveitamento da energia solar.

Todo os oradores concordaram que o objectivo de alcançar a autossuficiência energética e neutralidade de carbono nos sistemas de água pode ser alcançado e já existem muitas soluções para o efeito, sendo que existem por vezes condicionantes locais que dificultam esse processo, desde logo porque o impacto das alterações climáticas é diferente de região para região.

Por fim, aproveitaram para fazer um apelo direccionado às entidades governantes e reguladoras para que lhes seja concebida uma maior liberdade na aplicação de tais soluções.”

A futura Engenheira do Ambiente Inês Vieira vive em Lisboa e foi uma das três vencedoras do concurso “Repórter da Água”, organizado pela Águas de Portugal para promover o Congresso Mundial da Água, a realizar-se esta semana em Lisboa.

O Green Savers tem uma equipa de reportagem neste congresso. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

Foto: Kevin Dooley / Creative Commons

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Simtejo leva experiência sensorial ao Congresso Mundial da Água


De olhos vendados e com auscultadores nos ouvidos somos conduzidos através de uma experiência sensorial que nos transporta para os primórdios do planeta Terra e para o aparecimento da água. Durante os dez minutos seguintes acompanhamos a evolução terrestre e a utilização da água até chegarmos à actualidade, onde somos confrontados com cheias, secas, escassez de água e desperdício deste recurso vital à vida.

A viajem trata-se da experiência sensorial da água, uma iniciativa que Simtejo levou ao Congresso Mundial da Água, a decorrer em Lisboa, com o intuito de promover a reflexão sobre a poupança de água de uma forma alternativa. “É uma iniciativa de sensibilização para o público. E experiência foi concebida para crianças, mas achámos que poderia funcionar bem aqui no congresso para alertar para os problemas da água”, explica Eugénia Dantas, técnica de comunicação e educação ambiental da Simtejo.

A experiência sensorial faz parte do programa de educação ambiental da Simtejo, “Ama a Água”, direccionado para crianças do 1º ao 3º ciclo do ensino básico.

O programa de educação ambiental “Ama a Água” foi desenvolvido pela Simtejo em colaboração com as câmaras municipais da Amadora, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas e Vila Franca de Xira e tem como objectivo sensibilizar para o uso eficiente da água e a importância das ETARs para o ambiente.

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Alterações climáticas deverão aumentar vulnerabilidade da água que abastece Lisboa


Os estudos climáticos feitos até à data apontam para vários cenários futuros, mas o consenso será para um planeta com temperaturas mais elevadas, secais e inundações mais severas e abundantes, aumento do nível da água do mar, entre muitas outras consequências. Aliado aos efeitos do aquecimento global está ainda o aumento da população, que não deverá parar de aumentar até ao final do século. Perante estes cenários climáticos e demográficos, os recursos hídricos estarão cada vez mais vulneráveis e sobre um maior stress.

Foram estas vulnerabilidades que a Empresa Pública das Águas Livres (EPAL) quis perceber, nomeadamente no que toca aos reservatórios utilizados para abastecer a região metropolitana de Lisboa. Para tal promoveu o desenvolvimento do projecto Adaptaclima-EPAL que, através da colaboração com universidades portuguesas, conseguiu identificar as vulnerabilidades nos reservatórios de água consequentes das alterações climáticas que irão ocorrer até ao final do século.

O resultado do estudo – com a coordenação científica de Filipe Duarte Santos e Maria João Cruz, contando ainda com a colaboração de vários académicos de diferentes universidades – é o livro “Contribuição para o Estudo das Alterações Climáticas e Adaptação do Ciclo Urbano da Água”. A obra foi apresentada esta segunda-feira durante o Congresso Mundial da Água, que junta mais de 5.000 especialistas e profissionais do sector em Lisboa até ao dia 26 de Setembro. O evento é organizado pela Associação Internacional da Água a cada dois anos.

A principal conclusão do estudo, baseado em modelos demográficos, uso dos solos e alterações climáticas, aponta para um “aumento da vulnerabilidade das diversas origens do sistema” de abastecimento de água da EPAL até ao final do século. Contudo, o estudo refere ainda que o sistema de abastecimento da EPAL evidencia, actualmente, uma elevada resiliência a eventos climáticos. “A vulnerabilidade actual das diversas origens do sistema em termos de qualidade ou quantidade da água fornecida é, na generalidade dos casos, baixa, para ocorrências de eventos como secas, cheias, incêndios florestais ou intrusão salina”, lê-se no livro.

As soluções destacadas pelo estudo para que a EPAL possa assegurar um normal abastecimento de água aos consumidores terá de passar futuramente por uma alteração da oferta de água, alteração da procura de água, reforço dos processos e competências internas, alteração das relações institucionais com outros agentes ao mesmo tempo que são garantidas a qualidade da água e a protecção das captações e demais infra-estruturas.

Foto: juniordiviroydi / Creative Commons

O Green Savers tem uma equipa de reportagem no Congresso Mundial da Água. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

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Afonso Lobato Faria: “A reutilização das águas residuais é um dos investimentos prioritários da Águas de Portugal”


Em 2009, Lisboa garantiu a organização do Congresso Mundial da Água, um evento que arranca hoje e foi “ganho”, há cinco anos, à custa das propostas de Istambul (Turquia), Bruxelas (Bélgica), Dublin (Irlanda) e Genebra (Suíça).

Considerado o mais importante congresso sobre água do mundo, o evento é organizado pela International Water Association (IWA) e terá como tema “Moldar o Futuro da Água”. A Águas de Portugal é uma das empresas que mais activamente trabalha na organização do evento – ou não se realizasse ele em Portugal – razão pela qual o Green Savers entrevistou o presidente da empresa, Afonso Lobato Faria.

Quais os principais temas que espera ver debatidos e esclarecidos no Congresso?
O sector das águas é de grande importância no âmbito da saúde pública, da qualidade do ambiente, das alterações climáticas, da inovação. Estas são temáticas transversais ao conjunto de temas de âmbito mais técnico da agenda do congresso, relacionados com segurança e qualidade do abastecimento, tecnologias de ponta, processos de tratamento inovadores, contributos da ciência – e também com questões de governação, modelos de gestão, sustentabilidade económico-financeira ou eficiência energética.

É a primeira vez que este congresso se realiza em Portugal, o que nos distingue mas também nos traz uma responsabilidade acrescida. Espero que os participantes dos mais de 100 países presentes aproveitem plenamente a amplitude de conhecimentos e de experiências partilhada pelos melhores especialistas do sector que vêm também de diferentes latitudes.

Que keynote speakers não vai perder e porquê?
A maior dificuldade vai ser escolher, porque o leque de possibilidades é muito rico e diverso. Se pudesse destacar apenas um, diria que tenho especial curiosidade pela intervenção de Sue Murphy, CEO da Water Corporation of Western Australia, que irá abordar os temas da eficiência e sustentabilidade dos serviços de água – que é um dos principais desafios do nosso sector em Portugal.

A Águas de Portugal terá um conjunto muito alargado de sessões e workshops. Que temas destaca desta lista?
Podemos realmente orgulhar-nos da participação do grupo Águas de Portugal, desde logo pela participação activa da EPAL na organização do Congresso. No conjunto das outras empresas do grupo, estamos envolvidos na dinamização de mesas-redondas e workshops, participamos em mais de 20 painéis, temos 32 posters, promovemos fóruns de negócios e diversas outras actividades numa excelente mostra das capacidades dos nossos colaboradores.

Neste contexto, destacaria os workshops “Management models for water utilities” e “Investments for 2020 in Portuguese speaking Countries”, ambos dinamizados por empresas do grupo e a decorrer no primeiro dia do congresso, dia 22.

A quarta-feira, dia 24, é um dia de grande destaque para o grupo uma sessão dedicada ao tema dos Planos de Segurança da Água, no Programa do Congresso, inteiramente dinamizada por colaboradores. Também neste dia, gostaria de destacar a apresentação do “Manual para o desenvolvimento dos Planos de Segurança da Água” no stand da Águas de Portugal, no espaço da exposição do Congresso. Trata-se de um manual desenvolvido por um grupo de trabalho da Águas de Portugal especializado em Planos de Segurança da Água (PSA), sendo uma adaptação da publicaçãoWater Safety Plan Manual: step-by-step risk management for drinking-water suppliers, da Organização Mundial de Saúde e da Associação Internacional de Água, complementada com a experiência das empresas do Grupo AdP, que já têm Planos de Segurança da Águas implementados.

Não posso também deixar de referir as visitas técnicas na sexta-feira, dia 26, a diversas infra-estruturas de tratamento de águas do grupo, como as estações de tratamento de águas residuais de Alcântara, em Lisboa, da Guia, em Cascais, e de Serzedo, em Guimarães, e a estação de tratamento de água da Asseiceira, em Tomar.

Uma das razões apontadas para Lisboa ganhar a organização do Congresso Mundial da Água teve como pano de fundo a nossa relação privilegiada com os países íbero-americanos e africanos. Que papel poderá ter a Águas de Portugal no desenvolvimento de boas práticas e inovações nestes países?
É um facto que as afinidades históricas e a língua em comum têm encaminhado de forma natural os projectos de âmbito internacional realizados pela Águas de Portugal, nomeadamente em Angola, no Brasil, em Cabo Verde, em Moçambique e em Timor-Leste. Este relacionamento tem sido consolidado ao longo de quase duas décadas de projectos de cooperação, de assistência técnica e de gestão de concessões de serviços de águas e resíduos.

É para nós uma grande satisfação ter todos esses nossos parceiros aqui em Lisboa no Congresso Mundial da Água, sobretudo porque se trata de uma oportunidade para consolidar os projectos que temos em comum e partilhar os desafios do futuro que discutidos nas diferentes conferências e sessões técnicas.

Um dos temas que mais entusiasmo está a criar no congresso é o da reutilização da água residual. Qual a sua opinião sobre este assunto e de que forma esta inovação poderá ser uma realidade global?
O grupo Águas de Portugal também partilha desse entusiasmo, tanto mais que a reutilização das águas residuais é uma das áreas prioritárias de investimento em Inovação e Investigação & Desenvolvimento do grupo e que foi também inscrita como uma das áreas a aprofundar no âmbito de uma parceria de cooperação com instituições de ensino superior politécnico que recentemente celebrámos.

Isto quer dizer que, sendo o grupo Águas de Portugal responsável por tratar as águas residuais de cerca de 80% da população portuguesa, tem naturalmente uma grande responsabilidade em aprofundar a viabilidade e mais-valia ambiental, técnica e económico-financeira da reutilização das águas residuais nos seus sistemas. Teremos inclusivamente numa das sessões dedicadas a esse tema, na terça-feira, um colaborador nosso com uma intervenção sobre “Wastewater Reuse: Strategic Planning as a Viability Factor”.

Actualmente a reutilização das águas residuais na lavagem de pavimentos das instalações e equipamentos, na rega de espaços verdes e na preparação de reagentes já é comum à maioria dos nossos sistemas, ao mesmo tempo que vão sendo desenvolvidos outros projectos-piloto, como o encaminhamento da água residual tratada para utilizações municipais em grandes centros urbanos, como lavagem de ruas e contentores, a rega de campos de golfe e até para o arrefecimento de sistemas de refrigeração de espaços comerciais.

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