Tag Archive | "água"

Água mais antiga da Terra foi encontrada no Canadá


Uma equipa de cientistas encontrou aquela que pode ser a água mais antiga do planeta Terra – um vasto reservatório enterrado nas profundezas do Escudo Canadiano. Esta água pode mesmo ter algo a dizer acerca da possibilidade de existência de vida em Marte e noutros planetas.

“Esta é a mais antiga água que alguém já foi capaz de recolher e, francamente, isso muda o campo de jogo”, disse Barbara Sherwood Lollar, geóloga da Universidade de Toronto e co-líder da equipa.

Esta água escorre através de fissuras numa mina de cobre perto de Timmins, Ontário, a cerca de 2,5 Km abaixo da superfície, de acordo com a LiveScience. Pode ter aí estado depositada, isolada do resto do planeta, durante até 2,7 mil milhões de anos.

Para os cientistas, a descoberta pode representar um bilhete de acesso aos primórdios da vida na Terra. Rica em produtos químicos, tais como metano e hidrogénio, a água parece ser um verdadeiro banquete de micróbios – embora as formas de vida tenham ainda de ser analisadas.

O geoquímico Greg Holland, que ajudou a analisar a água, sugere que a presença de vida nesta amostra poderia apoiar a teoria de que também há vida muito abaixo da superfície de Marte ou de outros planetas mais distantes.

A rocha vulcânica em que foi encontrada a água é “muito semelhante às rochas marcianas”, disse ele.

“É realmente um momento único na minha vida em que começamos a entender que o subsolo do nosso planeta não é apenas um deserto estéril. Quando estava no primeiro ano da universidade ainda pensávamos que fosse”, disse Barbara Lollar. Afinal a vida nos confins da Terra existe, resta descobrir mais acerca da sua natureza.

Antes destas descobertas feitas no Canadá, os mais antigos reservatórios subterrâneos conhecidos remontavam a não mais do que algumas dezenas de milhões de anos.

água

Publicado em Recursos NaturaisComments (0)

São Francisco: uma baía em crescimento ameaçada pela falta de água


As pessoas adoram viver na Bay Area de São Francisco, nos Estados Unidos – tanto que a população da região deverá passar dos actuais 7 milhões para 9 milhões em 2040. Todas essas pessoas estão a migrar para a região para fazer parte de uma história de enorme sucesso económico.

O problema é que estas pessoas vão precisar de água – para beber ou tomar banho. Neste momento, a água existente é suficiente para suportar as necessidades. Mas, graças às mudanças climáticas, ao aumento dos níveis do mar e à probabilidade de grandes terramotos, a situação pode mudar muito rapidamente. O abastecimento de água que sustenta toda esta actividade pode ficar drasticamente reduzido, comprometido ou até mesmo interrompido.

De acordo com Laura Tam, directora de política sustentável da organização SPUR e uma das autoras do relatório Future-Proof Water, o planeamento para evitar a escassez de água no futuro tem que começar agora. Ela explica que as frágeis fontes de água na região estão ameaçadas em várias frentes.

Com o aumento do nível do mar, a maior fonte de água doce da região pode ficar infiltrada por água salgada. Ao mesmo tempo, espera-se que a camada de neve nas serras – outra fonte primária de água – derreta mais cedo e mais rapidamente à medida que os efeitos das mudanças climáticas aceleram.

As previsões também indicam que as secas intermitentes, que são uma realidade na Califórnia, se irão intensificar. “As mudanças climáticas vão afectar a frequência, quantidade e duração das secas”, disse Tam. Isto significa que num ano muito seco, haverá uma lacuna entre a água que se tem e a que se necessita.

E há ainda o risco de terramoto. Segundo o Serviço Geológico dos EUA, há 62% de probabilidade de um sismo de magnitude de 6.7 ou superior atingir a Bay Area nos próximos 30 anos. Uma vibração assim pode potencialmente provocar a ruptura de até 10 mil condutas de água na região. Ameaça também os diques, que fornecem água a 25 milhões de pessoas no estado da Califórnia – um grande fenómeno sísmico poderia interromper este fluxo por um período de até um ano e meio.

A sensibilização das fraquezas deste sistema é o objectivo do relatório da SPUR que apresenta uma série de recomendações concretas e relativamente simples para aumentar a resiliência das linhas de abastecimento. Um melhor armazenamento de água em “anos molhado” e uma maior reciclagem e reutilização da água são outras soluções.

Uma coisa é certa: com a população a crescer, a eficiência da utilização e reutilização de recursos terá também de aumentar.

Publicado em Recursos NaturaisComments (0)

Inventor da Segway cria purificador de água que pode salvar milhões de vidas


Uma recente invenção, o Slingshot, pode ser capaz de fornecer água a quem mais precisa. O aparelho tem por trás o visionário Dean Kamen, que trabalhou em parceria com a Coca-Cola, de forma a espalhar a sua criação pelos países em desenvolvimento de África e da América Central. A sua esperança é ser capaz de eliminar os milhões de mortes registadas anualmente e relacionadas com a transmissão de doenças por água contaminada.

Mais de 783 milhões de pessoas não têm acesso a água potável e 37% da população mundial não sabe o que é uma instalação sanitárias digna – os dados foram divulgados pela ONU, durante o último Dia Mundial da Água. Este novo dispositivo pode receber qualquer líquido potencialmente contaminado e destilá-lo em algo seguro para consumo.

“Durante anos, procurámos um parceiro que nos pudesse ajudar a levar a máquina Slingshot para produção, baixar o custo, entregar e operar as unidades em locais onde a necessidade é maior. Agora temos esta parceria com a Coca-Cola”, disse Kamen.

O sistema ferve e evapora a água proveniente de qualquer fonte – rios, oceanos ou até esgotos – e condensa o vapor, permitindo recolher água purificada. As primeiras versões eram grandes e exigiam o consumo de muita electricidade; o modelo de pré-produção é capaz de produzir 45 litros de água potável por hora, consumindo menos de 1 kWh de electricidade.

Ele pode ser ligado a qualquer tomada ou alimentado através de células solares, baterias ou de um gerador eléctrico que funciona a biogás ou metano provenientes de fontes de resíduos locais.

Um recente documentário sobre esta solução, realizado por Paul Lazarus, conquistou o terceiro lugar no Focus Forward Film Festival, que destaca soluções inovadoras por todo o mundo. Será esta a invenção que vai mudar, para sempre, a forma como os países em desenvolvimento consomem água?

Publicado em Recursos NaturaisComments (0)

NASA encontra água potável em Marte


Após analisar as amostras de rocha recolhidas pelo robô Curiosity, a NASA afirmou que foram encontradas provas de um ambiente onde existe, provavelmente, água potável para beber. O Curiosity permanecerá em Marte para recolher novas provas durante o próximo ano e meio, avança o The Guardian.

“Descobrimos um ambiente habitável que é tão benigno e ligado à vida que, provavelmente, tem água suficientemente boa para beber”, explicou um porta-voz da NASA.

David Blake, principal investigador de Química e Mineralogia do Curiosity, informou que esta é a primeira prova definitiva de que existiu um ambiente capaz de albergar a vida além da Terra.

A amostra foi retirada do leito rochoso sedimentar, numa área onde uma pesquisa anterior provou ter existido um antigo rio ou lago. As análises demonstraram que ela contém minerais de argila, de sulfato, além de outras substâncias químicas.

Com base nas análises desses elementos químicos, os cientistas conseguiram determinar que a água em que as rochas foram formadas tinha um pH relativamente neutro, ou seja, não salgado, ácido ou oxidante demais.

Estes novos dados ajudam a dar uma ideia de como foi a aparência do planeta vermelho numa era anterior, com um possível lago de água doce e um Monte Sharp coberto de neve. Mas, alertaram os cientistas, esta aparência não seria recente.

Os cientistas também notaram que será necessário recolher mais amostras rochosas para confirmar estes resultados porque é possível que carbono residual na perfuratriz tenha afectado as análises.

O Curiosity, um robô com seis rodas e dez instrumentos científicos a bordo, é o veículo mais sofisticado já enviado para outro planeta.

Publicado em Recursos NaturaisComments (0)

EPAL: Lisboa está no topo da eficiência mundial ao nível das perdas de água


A EPAL é uma das empresas mais eficientes, a nível mundial, no que toca ao controlo da rede de água. Em 2012, as perdas de água da empresa situaram-se nos 8,7%, o que a coloca, juntamente com Tóquio, no Japão, no topo das cidades mais eficientes do mundo.

Só para termos uma ideia do feito, a cidade de Nova Iorque (EUA), uma das mais eficientes no que toca às perdas de água, tem cerca de 10% de eficiência – o mesmo nível apresentado por Lisboa em 2011 e entretanto já superado.

Segundo explica o jornal Oje, esta eficiência deve-se ao Wone, o Water Optimization for Network Efficiency, um software que utiliza a telegestão e monitoriza continuamente a rede e distribuição, permitindo detectar fugas na rede antes de elas serem visíveis.

De acordo com o presidente da EPAL, José Sardinha, a detecção é feita mesmo ao nível das pequenas rupturas que resultam em infiltrações no solo e que não são visíveis do exterior.

Quando a EPAL começou a testar este modelo de controlo de fugas, estas eram da ordem dos 25%. Hoje, Londres (Inglaterra) está nos 28% e Barcelona (Espanha) nos 19%, por exemplo – e Lisboa nos 8,7%.

Depois de terem atingido os níveis de eficiência de Tóquio (Japão) e Viena (Áustria), a EPAL avançou para a transformação do protótipo em produto para vender a outros operadores nacionais e estrangeiros.

O software, que trabalha na cloud, começou a ser comercializado em Setembro, na Coreia do Sul, sendo que países como Brasil, Venezuela, Turquia e Geórgia já demonstraram interesse no produto. Por outro lado, a EPAL quer também chegar ao mercado interno.

Segundo José Sardinha, os bons resultados do Wone vão ermitir o lançamento de um tarifário social que pode atingir, potencialmente, os 350 mil clientes directos. Estes poderão ter um desconto de até 50% do que pagam hoje. Tudo com inovação e tecnologia portuguesa.

Foto: Sob licença Creative Commons

Publicado em Portugal, Recursos NaturaisComments (0)

Green Savers chega a Cabo Verde


O Green Savers lançou hoje o Green Savers Cabo Verde, o quarto agregador de conteúdos e informação sustentável em língua portuguesa, seguindo-se ao Green Savers Portugal – lançado em Setembro de 2010 –, Angola (Outubro de 2012) e Moçambique (Fevereiro de 2013).

O Green Savers Cabo Verde procurará perceber o que está a ser feito pela biodiversidade e sustentabilidade num dos países que mais investe nestas áreas em África, mas também dar exemplos de boas práticas ambientais que se realizem noutros países – e que possam ser colocadas em prática neste país.

Na primeira notícia 100% cabo-verdiana, a embaixadora da Cabo Verde em Portugal, Madalena Neves, explica como a água será o tema central do Green Project Awards Cabo Verde, um projecto do qual o Green Savers é parceiro e cujos desenvolvimentos poderá acompanhar, todas as semanas, no nosso agregador.

Uma vez mais, não podemos deixar de contar consigo. O Green Savers é feito para si mas também por si. Se vive em Cabo Verde ou tem contacto com o que de melhor se lá faz em termos de biodiversidade e sustentabilidade, envie-nos a sua sugestão de texto ou entrevista para info@greensavers.pt.

Tal como em Portugal, Moçambique e Angola, também em Cabo Verde o Green Savers fará parte da rede SAPO, uma parceria em língua portuguesa e que veio para ficar.

Quer publicar o seu artigo no nosso agregador? Envie-nos o seu texto para info@greensavers.pt. Estamos à procura da sua inspiração ou desabafo.

Publicado em Cultura, PortugalComments (0)

Recomendações

Blogroll