“Lamento profundamente que os EUA queiram sair do acordo” de Paris, diz Chanceler alemão



O Chanceler alemão, esta quarta-feira, criticou a decisão do governo de Donald Trump para retirar os Estados Unidos da América (EUA) do Acordo Climático de Paris.

Falando num encontro anual sobre clima em Berlim, perante uma plateia que incluiu o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, e o presidente da próxima cimeira global sobre alterações climáticas (COP30), o diplomata brasileiro Corrêa do Lago, Olaf Scholz disse que o Acordo de Paris é indispensável para assegurar a paz no mundo.

“Só conseguiremos vencer a luta por um nundo pacífico se limitarmos as alterações climáticas”, sentenciou, admitindo, por isso, que “lamento profundamente que os EUA queiram sair do acordo”.

E numa mensagem à administração norte-americana, afirmou que “negar ou ignorar os factos não eliminará as consequências das alterações climáticas, nem a responsabilidade os EUA como o maior emissor de gases com efeito de estufa da história”.

Para o líder do governo alemão, a saída dos EUA do Acordo de Paris, que descreve como uma “travagem súbita de emergência na proteção do ambiente e do clima”, privará o país de oportunidades económicas, uma vez que “o mercado global de tecnologias-chave amigas do clima continua a crescer rapidamente”.

De recordar que logo no primeiro dia do seu segundo mandato presidencial, Donald Trump anunciou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, algo que tinha já feito durante o primeiro mandato e que Joe Biden reverteu quando assumiu a presidência norte-americana.






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