O fumo dos incêndios florestais pode estar a ter um impacto direto na saúde mental de crianças e adolescentes, segundo um estudo liderado por investigadores australianos. A investigação conclui que as idas às urgências hospitalares por problemas de saúde mental aumentaram nos seis dias seguintes à exposição à poluição do ar causada por incêndios.
O estudo analisou a relação entre os níveis de poluição atmosférica após fogos florestais e as visitas às urgências por motivos de saúde mental em menores, comparando esses dados com períodos de exposição a poluição proveniente de outras fontes, como o tráfego rodoviário ou a atividade industrial.
Os resultados indicam que a poluição associada aos incêndios representa um risco mais elevado do que outros tipos de poluição do ar, estando ligada a um maior número de episódios de perturbações mentais entre crianças e adolescentes.
Os investigadores alertam que, à medida que os incêndios florestais se tornam mais frequentes e intensos, este impacto poderá agravar-se. Defendem, por isso, a necessidade de medidas urgentes para reduzir a exposição ao fumo e para integrar a saúde mental infantil nas estratégias de resposta a incêndios.
Segundo os autores, proteger as crianças dos efeitos da polão atmosférica causada pelos fogos é essencial para salvaguardar o bem-estar das gerações futuras, num contexto de risco crescente associado às alterações climáticas.









