Gestora do “Volta” estuda solução para facilitar recolha de embalagens nos aeroportos

“No caso específico dos aeroportos, estamos perante espaços com características próprias de circulação, consumo e permanência dos passageiros, pelo que a SDR Portugal tem vindo a trabalhar com os diferentes operadores económicos para encontrar soluções adequadas a este contexto”, disse à agência Lusa o presidente da entidade responsável pela implementação e gestão do SDR.

Green Savers com Lusa

A entidade gestora do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), que opera sob a marca “Volta”, está a trabalhar numa solução que facilite a recolha das embalagens abrangidas pelo sistema nos aeroportos, avançou à Lusa a SDR Portugal.

“No caso específico dos aeroportos, estamos perante espaços com características próprias de circulação, consumo e permanência dos passageiros, pelo que a SDR Portugal tem vindo a trabalhar com os diferentes operadores económicos para encontrar soluções adequadas a este contexto”, disse à agência Lusa o presidente da entidade responsável pela implementação e gestão do SDR, sistema de recolha de embalagens até três litros que está operacional desde 10 abril.

Segundo explicou Leonardo Mathias, nos estabelecimentos de restauração, bebidas e outros pontos de venda em contexto aeroportuário, as embalagens abrangidas pelo sistema podem ser devolvidas no próprio estabelecimento onde foram adquiridas, nos termos aplicáveis ao setor HoReCA (hotéis, restaurantes e cafés).

“Esta solução permite assegurar a recuperação do valor de depósito nas situações em que a embalagem é comprada e consumida nesse contexto”, referiu, salientando que, “no caso dos estabelecimentos de restauração e bebidas, será importante guardar o comprovativo de compra, uma vez que o mesmo pode ser solicitado pelo estabelecimento”.

Já relativamente à instalação nos aeroportos de equipamentos automáticos de recolha das embalagens, semelhantes aos existentes, por exemplo, nos super e hipermercados, a SDR Portugal diz estar “a encetar contactos com as entidades competentes, com o objetivo de reforçar a conveniência e acessibilidade do sistema”.

A associação ressalva que o processo de devolução das embalagens no âmbito do SDR vai variando consoante “o tipo de eventos e as condições operacionais existentes em cada contexto”, mas tem sempre de ser respeitada a exigência de devolução das embalagens em bom estado (de forma a que o código de barras seja legível) e com tampa.

“A SDR Portugal, […] além da obrigação de recolher 90% das embalagens abrangidas pelo sistema até 2029, tem também a obrigação de reciclar 100% do material. Por este motivo, as embalagens devem ser devolvidas completas, ou seja, com tampa, no caso das garrafas de plástico”, explica.

Assim, por exemplo, no caso dos estádios, em que o valor de depósito da embalagem é cobrado no momento da venda da bebida, mas a tampa imediatamente retirada por questões de segurança, “no fim do evento, o consumidor pode dirigir-se ao local (bar) onde adquiriu a embalagem, devolvendo-a e a recuperando o valor de depósito”.

Já relativamente às bebidas de marca própria dos retalhistas, a entidade gestora do ‘Volta’ esclarece que as respetivas embalagens podem ser devolvidas num qualquer ponto ‘Volta’, independentemente do local onde foram adquiridas, desde que estejam identificadas com o respetivo símbolo.

“O objetivo é precisamente garantir conveniência e simplicidade, permitindo que as embalagens sejam devolvidas em qualquer ponto da rede, independentemente do local de compra”, reforça.

À Lusa, a SDR Portugal disse ainda estar a criar uma “rede voluntária” de locais para recolha das embalagens, que abrange “quaisquer outros locais que pretendam aderir ao sistema” e cujas condições “estão em fase de análise e serão brevemente operacionalizadas”.

O objetivo é aumentar a capilaridade e expandir a infraestrutura do sistema, cuja rede obrigatória integra atualmente 2.500 pontos “Volta” em estabelecimentos de retalho e está atualmente “já amplamente implementada”, segundo a entidade gestora.

Já a rede supletiva será constituída por 50 quiosques “Volta”, em articulação com as autarquias e distribuídos por 38 municípios, concebida para apoiar o setor HoReCa e atualmente em expansão.

Estes quiosques permitirão a devolução de maiores volumes de embalagens em zonas de maior circulação, concentração de consumo e presença de estabelecimentos do setor HoReCa.

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