Vulcão Samalas impulsionou a Pequena Idade do Gelo

A grande erupção do vulcão da Indonésia, no ano de 1257, terá feito despoletar uma era de frio extremo no mundo.

Green Savers

Há cerca de 750 anos, um poderoso vulcão entrou em erupção algures na Terra, contribuindo para o início de uma onda de frio secular conhecida como Pequena Idade do Gelo. Identificar o vulcão responsável por esse fenómeno não tem sido uma tarefa fácil, mas uma equipa de cientistas conseguiu finalmente apontar o grande responsável: o vulcão Samalas, na Indonésia.

De acordo com os registos medievais, a Pequena Idade do Gelo foi sinónimo de Verões frios, chuvas incessantes, inundações e más colheitas. Tudo isto devido à erupção de um vulcão algures no mundo, durante a Idade Média, que alterou as condições meteorológicas.

Em 2012, uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado fortaleceu o vínculo entre a erupção-mistério e o início da Pequena Idade do Gelo, recorrendo à datação por radiocarbono do material vegetal morto por debaixo das calotas de gelo na Ilha de Baffin e na Islândia, bem como a dados de núcleos de gelo e sedimentos.

Agora o vulcanólogo Franck Lavigne, da Universidade de Paris, e os seus colegas crêem que é o vulcão Samalas que está no centro desta grande questão. Os registos presentes em folhas de palmeira em Old Javanese apontam para que o Samalas tenha explodido catastroficamente antes do final do século XIII, devastando aldeias com cinzas e fluxos piroclásticos.

Os investigadores reconstruiram a formação da grande cratera de 800 metros de profundidade que agora ocupa o topo do vulcão e analisaram 130 afloramentos dos seus flancos – perceberam então que o volume das cinzas depositadas e a altura estimada da pluma de erupção (43 km acima do nível do mar) colocam a magnitude da erupção num mínimo de índice 7. Segundo o Huffington Post, isto significa que o vulcão protagonizou a maior erupção do Holoceno.

A equipa também realizou análises de radiocarbono a troncos de árvores carbonizadas e galhos enterrados dentro dos depósitos piroclásticos para confirmar que a data da erupção não pode ter acontecido antes de 1257 e que certamente ocorreu no século XIII.

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