A nossa relação com o guarda-roupa mudou radicalmente nas últimas gerações. Se os nossos avós compravam peças de roupa que duravam uma vida inteira, actualmente em média no Reino Unido, nada dura mais de três anos, sobretudo nas camadas mais jovens, segundo a notícia publicada no The Guardian.

Muitas das grandes empresas de vestuário começam a ficar sensíveis a estes números que apresentam várias questões, todas elas relacionadas com o impacto ambiental e exploração humana. A indústria do vestuário é actualmente considerada a 5ª mais poluente do planeta. Nomes de estilistas como Stella McCartney ou Vivienne Westwood são algumas vozes famosas que se juntaram a esta causa.

Mas a verdade é que ainda há muito pouco trabalho feito. Enquanto a indústria apresentar valores de lucro tão elevados, dificilmente as grandes empresas desistem desta fórmula. Mas a roupa usada e os desperdícios resultantes das fábricas começam a inundar os aterros. Na tentativa de abafar o problema, algumas fábricas optaram pela incineração. Contudo, a roupa hoje em dia é feita com tantos químicos para as tinturas e brilhos que os níveis de poluição são semelhantes ao do lixo tóxico.

É preciso despertar a consciência colectiva. As soluções podem ser pequenas e progressivas, já que por exemplo, prolongar a vida de uma peça por cerca de nove meses pode significar uma redução no impacto ambiental que pode chegar aos 30%. Tal como doar roupa usada a instituições de caridade pode ser suficiente para diminuir o equivalente a uma emissão de 11 toneladas de dióxido de carbono.

Foto: Creative Commons

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