A solução climática mais barata? Devolver metade do planeta à natureza, indica especialista

No passado mês de setembro, a ONU divulgou um relatório onde apontava o dedo aos líderes mundiais por não terem conseguido conter o colapso da biodiversidade.
Desde 1970 já perdemos 68% das espécies, e inúmeros ecossistemas estão ameaçados, apesar de existirem metas planeadas, que raramente são cumpridas.

Esta notícia não é má apenas para a vida selvagem, mas para todos os seres vivos que habitam o Planeta. É a diversidade de espécies que regula o clima, fornece proteção contra pandemias e fornece recursos naturais vitais para manter o ar e a água limpo.

Segundo Eric Dinerstein, cientista de vida selvagem e diretor da organização de investigação Resolve, a solução é proteger os habitats. Mais específicamente 50.4% das terras do planeta. O que se traduz num grande aumento dos 15,1 por cento da área de terra atualmente protegida.

Dinerstein, que também já foi cientista-chefe do WWF, ajudou a criar os protocolos de conservação que protegem alguns dos espaços naturais mais apreciados do mundo, de Galápagos aos Himalaias.

O seu apelo mais recente à ação é uma colaboração entre RESOLVE, a Universidade de Minnesota, a Arizona State University e a organização sem fins lucrativos de arte e ciência Globaïa. Chamado de “Rede de segurança global”, o relatório não é o primeiro a apelar para a conservação e o restabelecimento da natureza de metade do mundo. Mas vai um passo adiante. Os investigadores da sua equipa identificaram as áreas de terra exatas que precisam ser protegidas para evitar o colapso do clima e estimaram o armazenamento potencial de carbono para cada região.

A aplicação Global Safety Net apresenta um mapa interativo dessas áreas, feito em parceria com o Google Earth Engine.

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