Tagbanua: isolados pelo mar

Um dos mais velhos grupos étnicos das Filipinas, os Tagbanua, vive no e para o mar. Literalmente. A tribo passa todo o seu tempo na água e, ainda que subsista sem electricidade ou outros confortos modernos, ela utiliza os recursos do mar para viver confortavelmente nos dias de hoje.

Naturais da província de Palawan, os Tagbanua terão sido, provavelmente, os habitantes originais das Filipinas – se é que assim os poderemos descrever. Hoje, eles recolhem algas e pepinos-de-mar e socorrem-se da pesca submarina para sobreviver. E todos têm um papel importante na comunidade, de acordo com Jacob Maentz, fotógrafo que passou duas semanas e viver com a tribo.

Muitos dos edifícios foram construídos com materiais nativos, sendo erigidos na praia ou mesmo nos penhascos rochosos.

“Tal como muitos outros povos indígenas, estes grupos são têm as pessoas mais hospitaleiras e amigáveis que já conheci”, explicou Maentz ao Mail Online. “No entanto, os Tagbanua são também marginalizados. Não estão bem representados na sociedade e, por isso, não têm necessidades básicas como o acesso a tratamentos de saúde e educação básica”, continuou.

Os pescadores ficam o dia todo no mar, regressando ao final da tarde com a sua pescaria, para vender na ilha de Coron.

Eles usam canoas de bambu para navegar e transportar os bens em distâncias curtas. Nas rochas, construíram também pontes de madeira para melhor se deslocarem.

“Embora as suas vidas sejam muito diferentes das restantes do mundo ocidental, eles têm os mesmos desejos e objectivos, sejam ricos ou pobres. A maioria de nós está motivada para ter uma vida melhor e vive para as suas famílias. Aqui, as pessoas não são diferentes”, concluiu Maentz, fotógrafo norte-americano de 36 anos e que há 10 vive nas Filipinas.

Fotos: Jacob Maentz / via Mail Onlline