Aire e Candeeiros: o reino da pedra branca a menos de uma hora de Lisboa (com FOTOS)

Apesar de pequeno em relação a outros países, Portugal foi abençoado por paisagens diversas e quase todas de grande beleza. As que ainda não foram estragadas pelo homem.

Há muito que o fotógrafo de natureza Luís Afonso percorre o País à procura das melhores imagens do reino natural – a ilha de Porto Santo ou a Serra da Estrela são dois desses exemplos – mas é na Serra de Aire e Candeeiros, bem perto de Lisboa, que está o seu coração. “É uma zona pouco conhecida, mas que, na minha opinião, é das mais únicas do país”, explica Luís Afonso ao Green Savers.

Situada em pleno Maciço Calcário Estremenho, a zona da Serra de Aire e Candeeiros fica a pouco mais de uma hora de Lisboa, por auto-estrada e, na opinião do fotógrafo, é “dona de um reino de pedra branca com paisagens realmente fabulosas”.

“Há locais em que parece que estamos na lua, tal é a quantidade de pedra branca que cobre todo o terreno. Sendo uma zona calcária, é um santuário para os apaixonados da espeleologia, existindo quilómetros de grutas no subsolo”, continua o fotógrafo.

É nesta zona, aliás, que fica a maior gruta visitável do país e também uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal. “Fica em Mira de Aire e merece uma visita demorada. [Assim como] o Polje, uma zona húmida com uma beleza e diversidade incrível e a fórnea, um antiteatro natural gigante que impressiona qualquer pessoa que trilhe o caminho para a sua base ou o seu topo. Tudo isto fica no município de Porto de Mós, certamente um dos concelhos mais abençoados em termos naturais que existe.”

Apesar de Portugal ser um paraíso para os fotógrafos de natureza, é na zona de Mira de Aire que Luís Afonso mais trabalha. “Há poucas semanas dos meses fora do Verão em que não me encontram por lá”, explica.

“Há de tudo que preciso para ser feliz em termos fotográficos: pedras, aqui brancas, com formas incríveis, como é o caso dos lapiás de grandes proporções que se encontram facilmente na zona de Santo António; água, especialmente quando o Polje fica inundado a seguir às primeiras chuvas intensas; ou a zona da nascente do Alviela, com o magnifico canhão cársico da ribeira dos Amiais”, refere o fotógrafo português.

Há também muitas árvores, “em especial carvalhos e oliveiras, que parecem nascer da pedra branca”. “É Uma paisagem realmente extraordinária e única em Portugal”, conclui Luís Afonso.

Muitos dos trabalhos e projectos de Luís Afonso podem ser acompanhados no seu site. Nos próximos dias, o Green Savers publicará mais informações sobre os projectos do fotógrafo português e novas galerias de imagens. Fique atento.

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