Aldeia de Pereiro, no Alentejo, está à venda por 7 milhões de euros

Eis mais um prova de que o interior português está cada vez mais desertificado. A aldeia de Pereiro, no Alentejo, está à venda. São 800 mil metros quadrados que custam 7 milhões de euros.

Green Savers

Sete milhões de euros. Este é o valor pedido pela Sotheby’s International Realty Portugal, uma mediadora de luxo, por uma aldeia portuguesa. O local em causa é a aldeia de Pereiro, no Marvão, Alentejo, e ocupa uma área total de 800 mil metros quadrados.

Integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede e com uma área habitável de 20 mil metros quadrados, a aldeia de Pereiro era usada no início do século XX, sobretudo, como estância termal para turistas.

Hoje, sem habitantes, a aldeia pertence ao neto do seu fundador, que agora se quer desfazer dela. É este também o retrato, cada vez mais fiel, de um interior português desertificado.

A Sotheby’s tem no seu portfólio de imóveis uma ilha no rio Tejo, um castelo na Costa Alentejana ou um convento no Algarve. Mas uma aldeia inteira, convenhamos, é uma novidade.

Leia a descrição do imóvel.

“No Alto Alentejo e a parcos quilómetros de Marvão, encontra-se esta aldeia integrada no Parque Natural da Serra de São Mamede e que constitui um conjunto arquitectónico de 20000 m2 de área habitável e 80 ha de olivais e montado de sobreiro.

Rodeado de sobreiros e olivais centenários, este conjunto é constituído por 4 grandes pátios de calçada portuguesa que circundam a casa principal, datada do século passado. Completa a colecção várias fontes, casas de corte regional, uma capela, um forno de pão, um lagar, uma adega, celeiros, quadras, queijeiras, um infantário, uma escola com cantina, entre outros.

Um segundo núcleo que se encontra a 400m do conjunto anteriormente referido é constituído por um complexo termal, respectivos quartos, restaurante, bar e salão de jogos.

Inserida num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, onde os vestígios históricos da região remontam aos períodos Paleolítico e Neolítico e atestam a longevidade destas paragens, mostrando que o tempo não passa tão depressa quanto parece…”

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