Alterações climáticas: pinguins-imperador em risco de extinção

A maior espécie de pinguins pode estar em risco devido ao degelo das calotes polares. Até 2100, cerca de um terço da população da Antárctida pode desaparecer.

Green Savers

A população total de pinguins-imperador da Antárctida pode diminuir cerca de um terço até ao final do século devido ao degelo das calotes polares, colocando a espécie em risco de extinção, revela um novo estudo.

“A população está a diminuir. A menos que algo mude para evitar isso, a população vai extinguir-se”, afirmou Hal Caswell, investigador no Woods Hole Oceanographic Institute e um dos autores do estudo, cita o Guardian.

Como predador de topo na Antárctida, a maior ameaça à sobrevivência dos pinguins-imperador provém da falta de território, uma vez que o aquecimento global derrete o gelo, essencial para a espécie. A perda de gelo no mar reduz a quantidade de krill, pequenos crustáceos parecidos ao camarão que são a principal fonte de alimento para os pinguins.

As alterações no gelo das proximidades da Antárctida podem, a curto prazo, potenciar o aumento de algumas populações de pinguins. O gelo que se desprende do continente está a aumentar, o que oferece mais território aos animais. Contudo, em 2100 as 45 colónias de pinguim-imperador conhecidas deverão diminuir devido à perda de território, quando o aquecimento global não preservar os icebergs que se desprendem do continente.

Foto:  Christopher.Michel / Creative Commons

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