Animais de estimação são peça fora do baralho no surto de ébola

“Os animais de estimação não são um risco significativo para o ébola nos Estados Unidos”, de acordo com a Associação de Medicina Veterinária Americana, o Centro para o Controlo de Doenças e o Departamento de Estado da Agricultura.

De acordo com um comunicado das três organizações, citado pelo The Dodo, a hipótese de um norte-americano contrair o vírus do ébola através de cães, gatos ou outros animais é muitíssimo baixo.

“O risco de uma pandemia de ébola afectar várias pessoas nos Estados Unidos é muito baixo. Assim, o risco de um animal de estimação ser afectado é também muito baixo, uma vez que ele teria de estar em contacto com sangue ou fluídos corporais de uma pessoa com ébola. Até em áreas de África onde o ébola está presente não têm havido notícias de cães ou gatos ficaram doentes com ébola”, explicou o Centro para o Controlo de Doenças norte-americano, CDC.

Por outro lado, num acto improvável de um cão ou gato encontrar alguém com ébola, não é claro se o animal será um risco para os humanos. Um estudo de 2005, citado pelo Washington Post, descobriu anticorpos nos cães gaboneses, depois um surto de ébola – ou seja, os animais estiveram expostos à doença, mas não existe nenhuma prova de que os caninos estivessem infectados ou contagiosos.

Para os animais de estimação dos trabalhadores expostos ao ébola – como por exemplo nos casos de Dallas, Estados Unidos – a Associação Veterinária de Pequenos Animais aconselha que estes sejam colocados em quarentena e não sejam automaticamente eutanasiados.

Foto: Marina del Castell / Creative Commons

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2 comments

  1. Isabel

    Os animais podem ser portadores se forem contaminados pelos donos, a doença não se manifesta neles mas transmite-se a outros humanos através deles.
    Acho impressionante a ignorância das pessoas e fiquei abismada com o teor de alguns comentários do facebook aqui ao lado. Até à presente data já morreram mais de 4000 pessoas com este vírus, onde está a indignação?
    Gosto muito de animais e respeito-os mas um animal NÃO TEM o mesmo valor que uma vida humana. O cão espanhol deveria ter sido colocado de quarentena e estudado, não aconteceu – foi abatido e milhares de pessoas indignaram-se. Que inconsciência, que ignorância! Que insensibilidade para com os milhares de mortos e pessoas doentes que são fechadas dentro de sacos ainda vivas!!!
    Pensem! Não vão com a manada. Não assinem por baixo da alarvidade do politicamente correcto. Não sejam imbecis idiotas!

  2. Maria Guerreiro

    Ora mais uma prova de que os nuestros amigos españoles não deveriam ter matado cão, sem previamente se terem certificado (via quarentena) se, efectivamente, o cão da enfermeira espanhola estava, ou não, infectado!!

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