Em Saint Louis, uma pequena localidade dos EUA, de pouco vale ter muito dinheiro, uma carteira cheia de cartões de crédito, os bolsos a rebentar pelas costuras. Aqui, a moeda de troca é o bem mais precioso: tempo.

Nesta pequena comunidade norte-americana, o conceito de “timebanking” é uma realidade bem presente. Mas como funciona na prática este conceito de vida livre do dinheiro? A ideia é simples: aqui o dinheiro não tem valor, mas sim as competências e disponibilidade de cada um, numa simples troca de serviços. Qualquer coisa como: “ensino-te a andar de bicicleta, e em troca pintas-me o portão da quinta.”

Quando em 2010, Chinyere Oteh deu inicio ao Cowry Collective estava longe de imaginar que no sucesso que esta iniciativa iria alcançar. Volvidos apenas oito anos, este projecto conta já com 236 membros que diariamente fazem uso deste inovador sistema de troca de serviços. Um sistema fantástico que prova que todos têm algo para oferecer, com uma imensa quantidade de competências de valor acrescentado a dar corda ao “mercado”, e onde o dinheiro tem entrada vetada.

Foto: Cowry Collective Facebook