As infinitas possibilidades do papel higiénico reciclado

Sempre que puxa o autoclismo provavelmente não pensa em ciclovias, asfalto e isolamento de casas. Mas há quem pense. Um grupo de investigadores holandeses trabalha num projecto de recolha da celulose do papel higiénico que é usado e filtrado dos esgotos da cidade. A ideia é transformá-lo nos mais diversos tipos de materiais.

Segundo a notícia do The Guardian, este projecto já tem a funcionar um conjunto de peneiras industriais que filtra todos os dias o material liberto através da rede de esgotos da cidade holandesa de Alkmaar e em vez de ser incinerado como é habitual, este desperdício é limpo e esterilizado a altas temperaturas. Prensado em cubos, está pronto para ser utilizado como matéria-prima de base para o fabrico de produtos como o asfalto ou materiais de construção.

Uma parte é exportada para o Reino Unido, onde na Universidade de Brunel se estuda uma forma de a transformar em fonte de energia e em garrafas de bioplástico.

Este processo de extracção ainda está longe de ser rentável e nem toda a comunidade científica está segura de que este é um caminho que valha a pena seguir. Há quem defenda que filtrar e reciclar papel higiénico pode ser igualmente impactante. Mas a melhor medida para reduzir as consequências do uso de papel higiénico, seria mesmo diminuir o seu consumo doméstico. Algo que acontece já em alguns países do oriente como a Tailândia, em que nas casas de banho existem pequenas mangueiras em vez de rolos de papel higiénico ou no Japão, onde a própria sanita vem equipada com um aspersor de água.

Foto: Creative Commons

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