Aumento de vendas da produção ‘verde’ poderia gerar 49 mil empregos

A Nova SBE, que teve o apoio da Rega Energy, defende que “a certificação ambiental constitui o mecanismo de conversão que permite transformar os custos de descarbonização em vantagem competitiva mensurável”.

Green Savers com Lusa

Um aumento de 25% nas vendas de setores-chave com produção “verde” poderia gerar 49 mil empregos e 9,6 mil milhões de euros em PIB adicional, de acordo com um estudo da Nova SBE.

A Nova SBE, que teve o apoio da Rega Energy, defende que “a certificação ambiental constitui o mecanismo de conversão que permite transformar os custos de descarbonização em vantagem competitiva mensurável”.

Segundo o estudo, “existe disposição a pagar real e documentada”, sendo que os “produtos certificados obtêm prémios de preço entre 5% e 17%, conforme evidenciado em múltiplos estudos”.

Assim, “o impacto macroeconómico da produção verde nos setores que fazem parte do CELE [Comércio Europeu de Licença de Emissão] é substancial”, apontando que um “aumento de 25% nas vendas dos setores analisados geraria 9.611 milhões de euros de PIB adicional (0,8% do PIB), e cerca de 49.000 empregos (1% do emprego)”.

Além disso, o estudo sobre estes setores, nomeadamente produtos minerais não metálicos, produtos químicos e fibras sintéticas, e indústrias metalúrgicas de base, conclui que a receita fiscal no mesmo cenário (aumento de 25% das vendas) poderia ascender a 647 milhões de euros.

De acordo com o documento, Portugal “dispõe de vantagens estruturais” neste âmbito, como “a matriz energética renovável competitiva, a mão de obra qualificada, o sistema de Garantias de Origem e a marca Portugal”, que “posicionam o país para capturar valor nesta transição”.

“A certificação ambiental constitui o mecanismo que converte os custos de descarbonização em vantagem competitiva, com criação de valor partilhado”, lê-se no estudo, que aponta ainda o “crescimento económico e receita fiscal para o Estado”, assim como prémios de preço e diferenciação para a indústria e informação credível para os consumidores.

O estudo recomenda ainda à indústria portuguesa que assuma “um papel ativo na criação de um selo nacional — ‘Made in Portugal, Made Sustainable’” para o acesso a “espaços diferenciados do retalho onde os consumidores procuram e pagam por produtos sustentáveis”.

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