Pode parecer uma cena retirada de um qualquer filme de ficção científica, mas é a mais pura das verdades. Um avião da companhia área Qantas voou entre Los Angeles, nos EUA, até Melbourne, na Austrália, usando sementes de mostarda como matéria-prima.

E se os voos realizados com biocombustíveis já são uma realidade na procura de soluções sustentáveis para a redução das emissões poluentes, a utilização de sementes de mostarda é com toda a certeza motivo de noticia.

O feito histórico foi levado a cabo pela tripulação do pelo Dreamliner 787-9, que percorreu 12574 quilómetros entre L.A e Melbourn, com 10% do combustível usado nesta emocionante e viagem a ser feito a partir da planta brassica carinata. Ora, esta inovação foi responsável por uma redução de 7% de emissões poluentes produzidas neste voo.

Neste momento, a legislação internacional determina que as companhias áreas não podem exceder em 50% a utilização de biocombustíveis nos seus voos, mas os números deixam-nos a pensar. Isto porque este combustível feito a partir de sementes de mostarda pode emitir até menos 80% de emissões poluentes que os combustíveis convencionais.

Empenhada na procura de soluções alternativas e sustentáveis para um sector altamente poluente, a Qantas tem como meta a utilização de biocombustíveis em todos os seus voos com origem em Los Angeles até 2020.