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Bioplásticos: a sua sustentabilidade vai depender da região onde são produzidos

Os bioplásticos têm sido indicados como uma das grandes soluções para substituir os plásticos convencionais. Contudo, ao contrário do que se podia pensar, a sustentabilidade destes plásticos vai depender da sua origem (da região), das matérias-primas utilizadas e das trocas comerciais.

É o que diz uma equipa de cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, que investigou de que maneira os bioplásticos – ou seja, plásticos produzidos através de plantas como o milho ou a cana de açúcar – afetavam o Planeta através do uso de terra e das emissões de dióxido de carbono (CO2).

“Descobrimos que as pegadas de carbono dos bioplásticos disponíveis comercialmente são muito maiores do que os valores previamente estimados na literatura científica e nos relatórios de políticas”, explica Neus Escobar do Instituto Internacional de Análise Aplicada de Sistemas (IIASA).

Em alguns dos casos, esta não é a solução ideal porque promove a desflorestação, dado não existirem áreas de cultivo suficientes para acompanhar a procura desta produção – o que leva igualmente ao aumento a longo prazo das emissões.

O Brasil, a China, a União Europeia e os Estados Unidos são os que coordenam a produção de bioplásticos. “Nenhuma das regiões tem vantagens comparativas claras de sustentabilidade na produção de bioplásticos além da Tailândia”, porque existe uma menor produção destes bioplásticos comparada às outras regiões, apontam os autores do estudo. No caso do Brasil esta produção põe em causa as áreas florestais, podendo ter impactos na biodiversidade e nos ecossistemas local, por outro lado, na União Europeia (UE), o aumento desta produção resulta na perda de dióxido de carbono fora da região.

“O nosso estudo mostra que uma expansão na produção de base biológica deve ser avaliada cuidadosamente em caso de região a região, a fim de entender os possíveis riscos e compensações de sustentabilidade”, e de entender o seu ciclo de vida, conclui o investigador.

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