Quinze elementos de uma corporação de bombeiros voluntários na Sicília foram acusados de atearem fogos ou, pelo menos, de os inventarem. Tudo para cobrarem os 10 euros por hora que recebem durante o combate.

Segundo a polícia de Ragusa, província da ilha, foram alertados pelo próprio departamento de bombeiros, que suspeitou da actividade quando percebeu que a corporação em causa respondia a cerca de 120 incidentes quando, no mesmo período, as outras corporações respondiam a uma media de quarenta.

O comandante da brigada, um técnico de refrigeração de profissão, ficou em prisão domiciliaria por “manutenção da  actividade criminosa”, mesmo depois dos outros elementos terem parado, e porque “demonstrou uma enorme habilidade criminal e não ter medo das consequências dos seus actos”, referiu também o comunicado da polícia. Na maioria das vezes, era o próprio, sozinho ou acompanhado, quem ateava os fogos, regressando depois ao quartel à espera de ser chamado. Os restantes membros admitiram ainda ligarem, ou pedirem a familiares para o fazer, para o número de emergência reportando também falsos incêndios.  

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