Bruxelas disponibiliza 1,15 ME a Moçambique e Malaui devido às cheias

A Comissão Europeia anunciou hoje que vai disponibilizar 1,15 milhões de euros em ajuda humanitária a Moçambique e ao Malaui para ajudar na resposta de emergência às cheias nos dois países.

Green Savers com Lusa

A Comissão Europeia anunciou hoje que vai disponibilizar 1,15 milhões de euros em ajuda humanitária a Moçambique e ao Malaui para ajudar na resposta de emergência às cheias nos dois países.

O anúncio foi feito pela comissária europeia para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, numa publicação nas redes sociais.

“Cheias mortais assolaram a África Austral. Para apoiar a resposta de emergência, a União Europeia (UE) vai disponibilizar 1,15 milhões de euros em ajuda humanitária a Moçambique e ao Malaui”, lê-se.

A comissária salienta ainda que a UE vai enviar para o terreno especialistas técnicos através da Organização das Nações Unidas (ONU) e “entregar mantimentos essenciais por via da Ponte Aérea Humanitária da UE”.

Mais de 700 mil pessoas foram afetadas na atual época das chuvas em Moçambique, registando-se mais de uma centena de mortes desde outubro, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

De acordo com a base de dados do INGD, a que a Lusa teve acesso e com números de 01 de outubro até esta manhã, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas, até ao momento, 717.120 mil pessoas – mais quase 40 mil em poucas horas -, equivalente a 152.914 famílias, com 11.433 casas parcialmente destruídas e 4.987 totalmente destruídas.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional. Desde 21 de dezembro, quase três meses depois do início da época chuvosa (que vai até abril) e pouco antes do início da fase atual de fortes e consecutivas chuvas, até ao momento, os dados do INGD contabilizam assim 21 mortos.

Dos 93 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 82 permanecem agora ativos, com 87.322 pessoas, incluindo as 17.524 que tiveram de ser resgatadas, segundo os mesmos dados do INGD.

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