Cerca de 40 cantoneiros da Unidade de Higiene Urbana dos Olivais da Câmara de Lisboa estiveram hoje concentrados junto às instalações da direção municipal, em protesto contra a falta de condições de trabalho.
“Há toda uma lógica de desinvestimento público nas instalações da higiene urbana, que estão muito degradadas por falta de conservação”, disse à agência Lusa Luís Dias, dirigente do Sindicato de Trabalhadores do Município de Lisboa.
No caderno reivindicativo, que hoje entregaram ao diretor do serviço, os trabalhadores queixam-se de “avarias sistemáticas na caldeira e balneários em mau estado ou com falta de climatização”.
“É um serviço em que é necessário tomar banho antes de ir para casa, mas as avarias na caldeira são sistemáticas e, sobretudo de inverno, os trabalhadores não conseguem tomar banho”, explicou o sindicalista, salientando que os trabalhadores estão “cansados” e querem soluções para o problema.
Além desta concentração dos cantoneiros do turno diurno, está agendada uma iniciativa idêntica para as 23:00, com os trabalhadores do período noturno, também junto à Direção Municipal de Higiene Urbana (DMHU), no complexo dos Olivais.
Contactada pela Lusa, a Câmara Municipal de Lisboa não deu esclarecimentos até ao momento.
Segundo o sindicato, a Unidade de Higiene Urbana dos Olivais tem cerca de 80 trabalhadores, distribuídos por vários turnos.








