Carros sem condutor só serão realidade em 2075, avisa especialista

Se acha que, em breve, o seu carro vai conduzi-lo pelas ruas da cidade ou nas viagens mais longas, então pense duas vezes. Segundo Steven Shladover, líder do projecto avançado de tecnologia em transporte da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, o carro sem condutor está a 60 anos de distância.

De acordo com o cientista, que desde os anos 80 trabalha com autonomismos de transporte, existem ainda muitos problemas técnicos para resolver para que esta invenção – que até já está em fases de testes pelo Google – seja segura e viável.

“O software tem de ser virtualmente infalível. Hoje aceitamos, sem problemas, que as app para smartphones falhem, mas se isso acontece com carros sem condutor estamos a falar de, eventualmente, alguém morrer. [As realidades] não são comparáveis”, explicou o norte-americano ao jornal dinamarquês DR.

Segudno Shladover, o carro sem condutor terá de diagnosticar os seus próprios problemas em tempo real e resolver, em menos de um segundo, problemas pelos quais nunca passou. Por outro lado, o paradoxo da investigação do carro sem condutor é que o último passo, o que leva o carro a ser 100% eficaz, é o mais complicado.

Numa escala de 0 a 5, sendo que 5 é um carro completamente autónomo, estamos a entrar na fase 4. Esta é a fase em que um carro se estaciona sozinho. “É uma fase que ocorre num ambiente muito controlado, um parque de estacionamento, a velocidades muito reduzidas e, possivelmente, numa área sem peões”, continuou o cientista.

Assim, o período de transição do 4 para o 5 será muito longo. Até porque os carros precisarão de comunicar entre eles e com a infra-estrutura. “Isto não é fácil”, concluiu.

Foto: Steve Jurvetson / Creative Commons

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